Senado está decidindo se CPMF continuará sendo cobrada
O Senado começa, neste momento, a sessão para votar a prorrogação da CPMF – o imposto sobre os cheques, de 0,38% sobre qualquer valor emitido. Este é o principal projeto dos últimos 6 meses que o governo Lula busca aprovar para garantir R$ 40 bilhões ano que vem. Mas a oposição -DEM, PSDB, PSOL, alguns senadores do PMDB e PDT são contrários e há grandes chances de ser reprovada a cobrança. O governo já admite a derrota.
O governo precisa de 49 votos. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) afirmou que votará contra a prorrogação da CPMF até 2011. Ele recomendou à bancada do PSDB o voto contrário à proposta. Na opinião do senador, o governo está chantageando a oposição ao afirmar “que vai acabar o país, vai acabar a saúde”. Arthur Virgílio disse também que o governo federal está com excesso de arrecadação, devido à “carga tributária extorsiva”, e reclamou dos gastos correntes do governo federal, muito altos, na opinião dele.
Ao defender a prorrogação, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) comparou o tributo ao herói mítico inglês, Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres. Segundo ele, a eliminação da cobrança da contribuição deverá criar dificuldades aos mais pobres e humildes, e não ao presidente Lula que deverá, em sua avaliação, continuar crescendo no conceito popular.

Comentando as estatísticas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre do ano, a líder do PT, senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse que o Brasil continuará crescendo se a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) for extinta no fim deste mês, desfalcando a arrecadação da União, mas ela observou que o ritmo poderá ser mais lento. De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2007 foi 5,7 % superior ao do terceiro trimestre de 2006.
Em instantes, mais detalhes.
(Atualizada às 18:59hs)







