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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Sem resposta de Silval, Taques cobra no Senado transparência sobre VLT

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A transparência na execução das obras da Copa do Mundo de 2014 foi o assunto do discurso proferido pelo senador Pedro Taques (PDT), esta tarde, no Senado. Após requerer informações ao Governo de Mato Grosso e ao Ministério das Cidades sobre a execução das obras do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande e não obter resposta, o parlamentar fez um apelo ao Congresso. “Ninguém, em sã consciência, se posicionará contrariamente à modernização dos serviços públicos, mas estes devem obedecer também aos ditames da racionalidade e da economia, para que os recursos arrecadados da população não sejam desperdiçados em obras que não justificam seu preço”, afirmou.

Conforme relatou Pedro Taques, nesta semana, o Governo de Mato Grosso publicou em Diário Oficial o edital para contratação da empresa que irá elaborar o projeto básico do VLT e implantar o novo modelo de transporte coletivo na região metropolitana. A publicação, segundo ele, ocorre quase três anos após o Estado confirmar participação na Copa do Mundo. Ele sustenta que, além de atrasadas, as obras ainda despertam incertezas na população.

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“Muitos estão temerosos em relação às desapropriações, interdições, indenizações; enfim, não sabemos quase nada a respeito de uma obra que se mostra grandiosa para a dimensão da capital de Mato Grosso e suas adjacências”, sustentou.

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Em seu discurso, Taques reforçou as indagações encaminhadas ao Governo em agosto do ano passado. “Qual será exatamente o montante dos investimentos por quilômetro implantado? Qual será o tempo utilizado para a implantação do VLT? Qual o cronograma até a entrega das obras? A obra será concluída? A tempo da Copa das Confederações? Ou somente para a Copa de 2014? Qual é o custo operacional por passageiro transportado, estimado em reais? De que forma se dará o subsídio do Governo do Estado de Mato Grosso para a implantação do VLT?”, questionou.

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Pedro Taques contestou ainda os prazos anunciados pelo Governo. Segundo ele, “será difícil iniciar as obras ainda neste semestre”. Ele ressaltou que tal posicionamento vem sendo adotado para preservar a lisura e a transparência, “indispensáveis à gestão da coisa pública”.

“Se não cobrarmos, passamos por ser coniventes com eventuais e prováveis novos casos de corrupção – aquela que ‘abocanha” anualmente cerca de 80 bilhões de reais dos cofres públicos”, completou.

TRAMITAÇÃO – Além de cobrar transparência na implantação do VLT em Mato Grosso, o senador Pedro Taques fez um pequeno resumo dos trâmites que levaram à escolha do modal de transporte. Para tanto, citou que, desde maio de 2009, o Estado recebeu a confirmação de que será sede da Copa e, no entanto, por conta de disputas políticas, as obras sequer começaram.

O senador mato-grossense citou ainda reportagens como a do site o UOL Notícias que revelou que “Políticos ignoram técnicos e manobram para emplacar trem bilionário em Cuiabá”. Outra reportagem, conforme relatou, informa que uma suposta fraude no Ministério das Cidades respaldou tecnicamente um acordo político que mudou o projeto de infraestrutura de Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014.

“Espero que as respostas possam ser suficientes para afastar qualquer dúvida que ainda atormente a população mato-grossense. Utilizando uma expressão do meio esportivo, estamos “torcendo” muito para as obras previstas saiam do papel.”, finalizou Pedro Taques.

 

 

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