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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Selma diz que eleitor não precisa votar ‘em chapa fechada’ e explica opção por Taques

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A ex-juíza Selma Arruda (PSL) e pré-candidata ao senado deixou claro que aderiu à chapa do governador Pedro Taques (PSDB) por falta de opção. Ela disse que preferia compor com o ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, que era pré-candidato ao governo pelo seu partido, mas que a desistência do empresário a deixou refém da situação. “A máquina, o sistema obriga a gente a fazer isso”, declarou ontem à noite nas redes sociais durante uma conversa, ao vivo, com eleitores, completando: “Peço a vocês que não se decepcionem. Isso são questões técnicas, questões legais que acabaram nos obrigando a adotar essa posição”.

Selma explicou que a desistência de Rossato desfez a aliança da “frentinha”, composta por partidos menores que gostariam de compor com o PSL para apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro.  A coligação foi a alternativa que restou para dar a ela visibilidade e possibilidade de se eleger. “O PSL, sozinho, não poderia prosseguir. Primeiro porque nós não teríamos candidatos na majoritária para governador. Segundo, nós não teríamos tempo de TV, o PSL teria menos de um segundo de TV e não tem como você conversar com o eleitor sem esse tempo. Se abríssemos mão disso, por mais que disséssemos que fizemos isso [não se coligar com o PSDB] para nos mantermos fieis, para sermos puros, para não termos essa mistura, certamente não elegeríamos nenhum candidato”, justificou.

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Diante da polarização de três candidaturas, Selma disse que não poderia compor com o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM) por ele abrigar o MDB, do ex-governador Silval Barbosa que foi alvo de suas ações durante a magistratura, nem com o senador Wellington Fagundes, que está aliado ao PT e PCdoB, partidos “antagônicos” ao PSL. “Não conseguiríamos nos colocar em outro lugar que não fosse ali [com Taques]”, reforçou.

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Mostrando pouco traquejo para trabalhar em grupo, pelo menos no que está, e franqueza rara à maioria dos políticos, Selma não poupou seus aliados para limpar sua barra diante da aproximação com Taques, investigado na Operação Rêmora, que foi julgada por ela. A ex-juíza reforçou que a coligação foi uma decisão pessoal. “Não foi a Selma que coligou. Foi o PSL que coligou. Quem coliga é o partido. Essa decisão foi tomada em colegiado. Eu não gostaria que vocês pessoalizassem”, alertou.

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Uma “noticia boa” para o eleitor, segundo Selma, é a possibilidade de votar individualmente, o que ela fez questão de enfatizar. “É obvio que as pessoas não precisam votar com a chapa fechada. Aquele que não acredita na Selma e não acredita em A ou B que está na coligação, pode perfeitamente votar na Selma, em outro governador, em outro deputado federal ou em outro senador também”.

Selma Arruda anunciou o embarque no time de Taques há dois dias. Ela aguardava a liberação do diretório nacional do PSL que veta a coligação com sete partidos, entre eles o PSDB, e que foi negociada pelo presidente estadual do PSL, deputado Victório Galli. Além de viabilizar a candidatura de Selma, a união abre espaço para Bolsonaro subir no palanque de Taques em Mato Grosso.

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