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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Rui Prado diz que recusou ser vice porque candidato era do PT

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O pecuarista e presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado (PSD), nega que tenha feito qualquer acordo com o setor do agronegócio para não ser candidato a vice-governador na chapa governista composta pelo PT, PMDB, PROS, PR e PC do B. Ele contesta a afirmação de Carlos Fávaro (PP), também pecuarista e candidato a vice-governador de Pedro Taques (PDT) que garantiu que Prado fez um acordo com o setor agro para não ser vice no bloco da situação. Prado afirma que não aceitou ser vice porque o candidato cabeça de chapa é do PT.

“Não existe acordo algum, o que existe é uma celeuma em torno disso. O que houve foi uma pré-disposição minha de não ser candidato a vice, principalmente como estava sendo cotado na época do PT. Eu acredito que o governo federal tem condições de fazer mais pelo nosso país. O PT já está ai há 12 anos, portanto, eu não tinha nenhuma disposição de ser vice do PT”, afirmou.

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O fato é que durante a convenção do PP, Carlos Fávaro, já homologado para ser vice de Pedro Taques afirmou que o setor agro se uniu em prol de um mesmo objetivo que era indicar um representante de todo o setor produtivo para vice-governador na chapa encabeçada por Pedro Taques. “Tenho certeza que ele não vai descumprir o acordo. É claro que ele pode e tem o direito de pleitear alguma outra candidatura, mas vice-governador ele deu a palavra que não seria”, pontuou o Fávaro, ex-presidente da Associação de Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso.

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Agora, questionado sobre as afirmações do amigo que pertence ao mesmo segmento, Rui Prado apresenta sua justificativa. “Eu afirmei ao Carlos Fávaro que não seria vice. Isso é verdade. Agora, que existe um acordo de que eu não seria vice em hipótese nenhuma é mentira, inclusive, houve uma proposta do Jayme Campos, pra eu ser vice do Jayme Campos, se eu estava pré-disposto a aceitar a vice do Jayme, portanto esse acordo é conversa fiada. O que aconteceu é que eu não estava pré-disposto a ser vice do PT, isso que é a verdade”.

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Nas eleições deste ano, Mato Grosso só tem direito a 1 cadeira no senado que fica vaga com o término do mandato do senador Jayme Campos (DEM). Ele é candidato a reeleição, pois pretende continuar no cargo por mais 8 anos. São 6 candidatos disputando a mesma vaga sendo que nos bastidores as bolsas de apostas preveem uma disputa polarizada entre o democrata e o deputado federal Wellington Fagundes (PR), que após várias tentativas, conseguiu ser escolhido pelo seu grupo como o candidato ao Senado pela base governista.

No caso de Rui Prado, além de novato na política partidária disputando um cargo eletivo pela primeira vez contra “políticos experientes e carreiristas”, existe ainda outro fator a ser superado: a resistência do seu nome entre os criadores de gado. Isso porque, apesar de ser conhecido pela classe política mato-grossense, Prado não é unanimidade no agronegócio, setor ao qual representa. Ele, por sua vez, faz outra avaliação e afirma que tem o apoio de 100% do setor agro, tanto da situação quanto da oposição.

 “Eu não tenho dúvida nenhuma disso e quero levar o setor agro para junto do governador José Riva, dos deputados estaduais e federais”, diz ele, trabalhando com a hipótese de que o candidato do PSD será eleito governador. “Eu representei o agronegócio até aqui e daqui para frente eu quero representar o agronegócio e o estado de Mato Grosso como um todo”, pontua Prado.

Além de Prado, Jayme e Wellington, também buscam a senatória Gilberto Lopes Filho (Psol), o vereador por Cuiabá, Lídio Barbosa conhecido como Juca do Guaraná Filho (PT do B) e Amorésio Dias Vidrago (PHS).

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