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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Rondonópolis comemora hoje 55 anos de emancipação

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O município de Rondonópolis comemora hoje 55 anos de emancipação político-administrativa. É uma cidade conhecida por suas terras férteis e localização privilegiada, imbricada no entroncamento das rodovias BR-163 e BR-364, que ligam as regiões Norte/Sul do país, sendo o portal da Amazônia e a entrada para o pantanal mato-grossense.

Ao longo dos anos, pode-se dizer que Rondonópolis vem buscando por uma identidade cultural; uma vez que não existe um hábito marcante configurado, uma manifestação diferenciada, um costume, uma dança, um prato culinário típico que a identifique como cidade; salvo a grande mistura cultural representada pelos diferentes tipos de migrantes que aqui convivem.

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Porém, concomitantemente, o município apresenta um conjunto de fatores que faz de Rondonópolis a maior e a mais importante cidade do interior do Estado de Mato Grosso – cidade pólo de outras dezoito cidades da região Sul, considerada o maior pólo graneleiro e conhecida como a “Capital do Agronegócio” e “Capital Nacional do Bitrem”.

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A posição geográfica estratégica tem contribuído para o crescimento econômico local e oferece um leque de oportunidades aos investidores que buscam expandir e diversificar seus negócios: no agronegócio, na pecuária de corte e leiteira; no setor de unidades esmagadoras de soja; na produção de fertilizantes e do biodiesel; no setor têxtil e do couro; no comércio de maquinários, utilitários, motocicletas e comércio em geral; no setor de serviços; no transporte.
TERRA DE MIGRANTES

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É insofismável a contribuição dos migrantes no contexto sócio-econômico, político e cultural de Rondonópolis; e, este, inclusive, é um dado que identifica o município em relação à sua história: a abertura à diversidade. Basta ter em conta que já em 1980, o censo demográfico do IBGE acusava no município a presença de 50.061 migrantes para um total de 82.293 habitantes.

O contingente de migrantes, que representa grande parte da força de trabalho de construção de Rondonópolis, é formado por homens e mulheres audazes, esperançosos por encontrar um eldorado que lhes pudessem oferecer novas oportunidades de trabalho e realização – são migrantes mato-grossenses, nordestinos (da Bahia, de Pernambuco, do Ceará, do Maranhão), paulistas, mineiros, goianos, paranaenses, catarinenses, gaúchos ao lado de libaneses, árabes, japoneses, espanhóis, sul-americanos e outros.

Hoje em dia, em Rondonópolis, a força de trabalho representada pela terceira geração desses migrantes reforça o ideal de seus pais e avós e deve fazer a diferença na travessia para a Rondonópolis metrópole do século XXI. O futuro assim dirá!
ORIGINALIDADE HISTÓRICA

No âmbito da história de Mato Grosso, o que diferencia Rondonópolis das demais cidades é o fato de seu povoamento ter iniciado em 1902, apresentado um crescimento até 1920, seguido de um processo de despovoamento e retorno de crescimento após duas décadas.

Somente depois de 1947 é que o vilarejo apresentou indícios de crescimento demográfico e retomou o progresso. Tais dados emergem a partir de o momento em que Rondonópolis é inserido no contexto capitalista de produção como fronteira agrícola mato-grossense, resultado da política do Sistema de Colônias implantado pelo governador Arnaldo Estevão de Figueiredo.

Nesses termos, a emancipação de Rondonópolis só veio a acontecer em 10 de dezembro de 1953 e o boom do município passou a ser realidade depois de 1970: com o advento do modelo agro-exportador, da modernização do campo, da melhoria da malha viária e da concretização de políticas de incentivos fiscais do Estado.
POVOAMENTO E FUNDAÇÃO

O povoamento de Rondonópolis aconteceu a partir de 1902 com a fixação de famílias procedentes de Palmeiras de Goiás, de Cuiabá e de outras regiões do Estado que migram em viagens isoladas para as margens do Rio Vermelho, onde se instalam e constróem o povoado, sob a liderança de José Rodrigues.

Em 1915, a Povoação do Rio Vermelho tinha um contingente populacional aproximado de setenta famílias, que detinha certa organização econômica (com economia de subsistência), e certa organização social e política – além de uma preocupação com as primeiras letras, efetivadas com a criação de escola e a vinda do primeiro professor nomeado, Odorico Leocádio Rosa.

No mesmo ano, o povoado recebeu a sua certidão de nascimento, o Decreto nº 395, assinado pelo Presidente de Estado Joaquim da Costa Marques, que concedia 2.000 hectares de terras ao patrimônio para efetivar a colonização local – o referido decreto é considerado o primeiro documento oficial relacionado à concessão de terras à povoação do Rio Vermelho.

O Decreto Estadual 395 deu respaldo à Câmara Municipal para aprovar a Lei Municipal 2.777 de 22 de outubro de 1997, que foi homologada e sancionada pelo prefeito Alberto Carvalho, e que determina o dia 10 de agosto de 1915 como a data oficial da fundação da cidade.

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