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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Riva diz que Assembleia pressionará governo para MT ter hidrovias

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A viabilidade da implantação de hidrovias nos rios mato-grossenses deve voltar a ser debatida pelas lideranças políticas, de entidades e associações ligadas ao agronegócio e setor de transportes. “Um Estado como Mato Grosso, com a riqueza que tem, com os mananciais que tem, não pode abrir mão de um transporte tão barato que vai aumentar a competitividade do nosso produtor”, disse, ao Só Notícias, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD). Mato Grosso tem gigantesca produção de soja, milho, carne, algodão, arroz e demais produtos.

Para Riva, o país “se acovardou na discussão” e com isto perdeu grande oportunidade de melhor a situação logística. “Os Estados Unidos fizeram hidrovias até em córregos e quando o Brasil começou a discutir sobre o assunto recebeu uma imposição muito forte das ONGs internacionais”, destacou.

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Segundo o deputado, o assunto volta a ser cobrado. “Acho que a Assembleia Legislativa tem que pressionar essa discussão, o Congresso Nacional tem que pressionar essa discussão e o Estado não pode abrir mão”, finalizou.

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Ainda não saiu do papel a hidrovia Teles Pires-Tapajós ligando o Nortão de Mato Grosso (a partir de Alta Floresta) até o Pará para escoamento da produção agrícola. Por enquanto, a proposta “adormece” no Ministério dos Transportes. Enquanto isto, grandes empresas ligadas ao agronegócio estão fazendo portos em Itaituba (Pará) para escoar a produção. A hidrovia lá pode ter barcaças com comboios de 18 até 30 mil toneladas entrando no rio Amazonas com acesso Santana (Amapá) e a Vila do Conde (PA). Essa rota, transportando soja, milho e demais produtos em carretas do Médio Norte e Nortão de Mato Grosso até Itaítuba (destino médio de 800 km) porporcionará para os produtores economizar entre 30 a 40% por tonelada o que representa cerca de US$ 25 a US$ 40/tonelada, conforme a época, desafogando portos de Paranaguá e Santos que deixariam de receber 10 milhões de toneladas por ano.

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Duas empresas região Norte de Mato Grosso se uniram para construir, em Itaituba, um porto que deve escoar cerca de 3 milhões de toneladas ano. O pedido de licenciamento está sendo analisado e a previsão é das obras iniciarem em julho do ano que vem.

 

 

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