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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Riva afirma que decisão do PSD de deixar o governo é irrevogável

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O presidente da Assembleia Legislativa e um dos principais líderes do PSD em Mato Grosso, deputado José Riva, afirma que a decisão da legenda de entregar os cargos ao governador Silval Barbosa (PMDB) é irrevogável e deverá ser respeitada por todos os correligionários até 1º de março. A declaração é uma resposta ao deputado federal Eliene Lima (mesmo partido), que vem defendendo permanência no staff estadual.

Riva afirmou ontem que a entrega de cargos não representa a migração do PSD para a oposição, mas ressaltou que o assunto já está encerrado a partir da aprovação da proposta no início de fevereiro. “Isso é assunto morto. Não temos mais o que discutir. No dia 1º de março, o PSD tem que entregar cargos e secretarias como foi anunciado. Vamos continuar tocando a vida e ajudando o governo, mas também cobrando reforma e mostrando que não precisamos de cargos para contribuir”.

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A declaração de Riva é respaldada por grande parte da cúpula do PSD, mas a defesa de Eliene começa a mostrar divergências na sigla. O partido conta com o vice-governador Chico Daltro, o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, José Domingos Fraga Filho, além do presidente do Centro de Processamento de Dados (Cepromat), Wilson Teixeira “Dentinho”, assim como dezenas de cargos de menor visibilidade.

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Sobre as divergências de Eliene, Riva criticou a divulgação das eventuais discordâncias. “Quem estiver descontente tem que saber que o foro para discutir isso não é a imprensa. Deveria fazer isso na executiva, onde foi unânime a decisão”, completa.

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Criado no ano passado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD nasceu como uma das maiores forças políticas do país. Também é considerado um dos principais componentes para as próximas eleições municipais, já que reúne setores de várias correntes ideológicas. A agremiação surgiu em Mato Grosso com vários prefeitos, centenas de vereadores e uma das maiores bancadas de deputado estadual e federal.

Eliene, que até o fim de dezembro era secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, admite ser contra a decisão da maioria com argumento de que grande parte da sigla ajudou a eleição de Silval em 2010. Mesmo não estando criado naquele ano, o partido conta com grande parte dos filiados eleitos pela base governista. “A decisão é da maioria, mas tenho o meu ponto de vista e ele é contrário a deixarmos o governo do Estado”, pondera.

No caso de Cuiabá, Riva e Eliene concordam com a permanência do PSD na administração do prefeito Chico Galindo (PTB). Ambos alegam que, por se tratar do fim da gestão, seria casuísmo político abandonar o barco nessa altura do campeonato. Também defendem total liberdade para os diretórios municipais visando a construção de alianças para a eleição de outubro.

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