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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Riva admite que homem preso com cheques da Assembleia fez doações para sua campanha

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O presidente da Assembleia, José Riva, admitiu, na sessão de hoje, que conhece Avilmar Araújo Costa, 49 anos, preso em Minas Gerais (MG) esta tarde, com três cheques de R$ 58 mil cada (totalizando R$ 174 mil) emitidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e que ele fez algumas doações para suas campanhas a deputado. “Uma, duas ou três”, confirmou. Riva explicou que os cheques (que têm sua assinatura como presidente e de Silval Barbosa, na época 1º secretário) foram emitidos antes de 2003 e são “cancelados e prescritos”.

O presidente também admitiu que fez negócios com Avilmar com venda de fazendas, além de compra e venda de gado – sem mencionar mais detalhes.

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Avilmar foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal em Uberaba (MG) e encaminhado para a Polícia Federal onde depôs e deve ser liberado. A explicação dele sobre os cheques da Assembleia foram pouco convincentes. Disse que os achou “na rua em Cuiabá”. Mas não explicou direito o que faria com os cheques que “não seriam dele”. As três folhas, de conta da Assembleia no Banco do Brasil, foram emitidos para a empreiteira Eldorado Construções e Obras, o que aumenta o “mistério” em torno do assunto e deixa várias perguntas sem respostas: por que uma empreiteira não teria descontado R$ 174 mil ? se foram cancelados por que os cheques não foram devolvidos para a Assembleia ? por que Avilmar não entregou para a Assembleia (já que Riva admite que o conhece e fez negócios) os cheques que diz ter encontrado na rua ?

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Avilmar esta “encrencado” com a polícia porque, além dos 3 cheques, ainda tem que explicar o que faria com R$ 790 mil em “dinheiro vivo” (notas de R$ 100) e 53 mil Euros – cada Euro vale R$ 2,59 o que representa R$ 137,2 mil. Avilmar levava no carro, placas de Cuiabá, cerca de R$ 927 mil em cédulas. Ele disse que iria a Belo Horizonte “comprar um apartamento”.

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O Ministério Público de Mato Grosso, que ajuizou dezenas de ações de improbidade administrativa e, nos últimos 2 anos conseguiu, por duas vezes, afastar (temporariamente) Riva do comando das finanças da Assembleia, também deverá investigar o caso dos 3 cheques.

(Atualizada às 10:13h em 10/04)

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