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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

PSDB investe em aliança e Antero quer esposa de Jaime Campos como vice

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O “efeito Alckmin” já está passando. O acordo formal entre o PPS do governador Blairo Maggi e o PSDB de Dante de Oliveira e Antero Paes de Barros, que previa esforço único para eleição do ex-governador de São Paulo a presidente da República, demonstra fragilidade. Na semana passada, os líderes tucanos recomeçaram a articular o projeto da candidatura própria. O ex-governador Dante de Oliveira disse que o partido deverá marchar com o senador Paes de Barros ao Governo. A disposição, no entanto, está vinculada diretamente ao quadro de aliança.

O PSDB tenta, a todo custo seduzir o PFL – agora mais voltado para dar apoio a candidatura de Maggi em troca de uma espécie de “aliança branca” que apoiaria o nome de Jaime Campos ao Senado Federal, principal projeto dos liberais para esta eleição. A aliança formal com os tucanos é o argumento mais intenso. E para isso, os tucanos apresentam como solução viável ao projeto a indicação do nome de Lucimar Campos como candidata a vice de Antero.

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Não será fácil! Primeiro porque a aliança com o PSDB “racharia” a sigla liberal. Uma parte considerável dos pefelistas quer seguir apoiando o projeto de Maggi a reeleição. Essa ala é liderada pelo senador Jonas Pinheiro, amigo de primeira hora do governador. Pinheiro, lembre-se, declinou literalmente do projeto ao Governo do Estado, lançado pelo partido no começo ano. Já os deputados estaduais, capitaneados por Humberto Bosaipo, querem uma aliança formal, mesmo que seja com o PSDB.

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Por outro lado, da última vez que o nome de Lucimar Campos apareceu no cenário eleitoral de Mato Grosso, irritou profundamente o líder do clã, Jaime Campos. Contudo, a articulação tucana tem outro nome para o lugar: a deputada federal Celcita Pinheiro – fator que tentaria aglutinar o grupo de Jonas. Nesta segunda-feira, inclusive, haverá um novo encontro da direção estadual com a finalidade de discutir o quadro conjuntural, bem como avaliar pesquisa eleitoral.

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Dentro de um projeto estratégico, o PSDB vai tentar estimular o PMDB a ter candidato próprio. A idéia é levar a disputa para o segundo turno. O deputado estadual José Carlos do Pátio, que até aqui vem sendo aclamado como virtual candidato ao Governo, se mostra animado – em que pese a história do PMDB há anos indicar que a postulação não deverá passar da convenção. Os líderes tucanos acreditam que com Serys, Antero e Pátio, todos disputando o Governo e tendo Maggi como principal alvo, o segundo turno estará garantido.

Hoje o Governo tem em média 80% da aprovação da população, mas não representa votos, ficando em média de 40 à 45%. Maggi ganhou o Governo, com 50,06% dos votos válidos. Em três anos, o grupo do governador não conseguiu aumentar sua vantagem. Na verdade, caiu um percentual de 5%. Segundo analista políticos, os indecisos, 90%, votam nos candidatos da oposição. “Todos os indecisos migram para candidatos da oposição” – observa. Se a avaliação estiver correta, ficam abertam as portas do Palácio Paiaguás.

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