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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Processos contra Riva que estavam no tribunal são remetidos à 1ª instância

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O desembargador Luiz Ferreira da Silva determinou que 22 processos que têm o ex-deputado estadual José Riva (PSD) como réu e estavam sob sua relatoria sejam remetidos à primeira instância. As decisões têm como base o fato de o pessedista ter perdido a prerrogativa de foro privilegiado por não ter mais um mandato eletivo.

Conforme os despachos, os processos serão todos remetidos à Vara Especializada Contra o Crime Organizado, Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica, Crimes Contra a Administração Pública e Crimes de Lavagem de Dinheiro da Comarca de Cuiabá, onde já eram julgados os demais réus destas ações que não possuem foro por prerrogativa de função.

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Ferreira da Silva determinou ainda que o novo relator dos casos seja informado sobre as “eventuais pendências” no andamento dos processos, mas deixou a cargo deste magistrado a decisão de aproveitar ou não as provas produzidas até agora.

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Em geral, os 22 processos são referentes a denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) que dão conta de um suposto esquema de desvio de verba da Assembleia Legislativa. Riva é acusado de ter forjado licitações e retirado dos cofres do Parlamento estadual recursos que seriam destinados ao pagamento de serviços não prestados. A prática teria ocorrido nas ocasiões em que o pessedista ocupou os cargos de primeiro-secretário e de presidente da mesa diretora. Em um dos processos, o ex-deputado é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

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A decisão do desembargador é datada do último dia 2, um dia após a posse dos membros da 18ª Legislatura da Assembleia. Dias antes, durante uma entrevista coletiva, Riva afirmou que encararia com tranquilidade o fato de os processos que responde serem remetidos a uma instância inferior. “Não tenho nenhuma preocupação com isso. Acho até melhor”, afirmou o ex-parlamentar, ressaltando desejar apenas ter o direito de produzir provas que lhe favoreçam.

Segundo ele, um relatório de autoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que seria importante para sua defesa, até o momento, não foi citado nas ações. No documento, o TCE atestaria que os processos licitatórios alvos de questionamentos ocorreram de maneira correta. “A empresa pode até ser duvidosa, mas o procedimento foi correto. Houve a licitação, houve a compra do material e houve o gasto. Então, eu espero que tenha o direito de produzir provas e seja tratado como todo e qualquer cidadão”, disse Riva na ocasião.

Durante a entrevista, o pessedista ainda garantiu inocência, pontuando nunca ter “roubado”. Afirmou ainda não temer ser preso por confiar no Judiciário. Em maio do ano passado, o ex-deputado foi detido preventivamente pela Polícia Federal durante a quinta fase da operação Ararath. Riva ficou três dias detido e foi solto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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