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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Presidente do TSE propõe mudar resolução e diz que entrevista não é propaganda

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, apresentou hoje ao Plenário da Corte proposta de alteração na resolução que dispõe sobre propaganda eleitoral para permitir a veiculação de entrevistas com pré-candidatos antes de 6 de julho, mesmo que eles apresentem propostas de campanha. O Tribunal vai decidir na sessão da próxima quinta-feira (26) se acolhe ou não a sugestão de mudança apresentada pelo ministro Ayres Britto.

O presidente do TSE entende que entrevista jornalística não pode ser confundida com propaganda eleitoral e, por isso, defende a liberdade de veiculação de entrevistas antes do período de liberação da propaganda eleitoral. No caso das emissoras de televisão e de rádio, Ayres Britto propõe que a Resolução que regulamenta o assunto ( Resolução/TSE 22.718) preveja o tratamento isonômico entre os candidatos.

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Os ministros do TSE discutem alterar o artigo 24, da Resolução 22.718, que atualmente proíbe os pré-candidatos que participam de entrevistas, debates e encontros, antes do dia 6 de julho de 2008, de divulgarem suas plataformas eleitorais.

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Para o ministro, a lógica que deve ser observada no caso é a mesma que existe na Constituição de 1988 (artigo 220, parágrafo 3º) que diferencia a imprensa escrita, veículo de comunicação que independe de autorização, das emissoras de rádio e de televisão, que dependem da concessão do estado para funcionar.

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Para Ayres Britto, “na origem das liberdades públicas, na história da liberdade de expressão, da liberdade de manifestação, da liberdade de comunicação, quem se faz presente é o jornal, que faz parte dessa história luminosa do liberalismo clássico”. O ministro citou o presidente norte-americano Thomas Jefferson que declarou “se lhe fosse dado optar entre um governo sem jornais e jornais sem um governo ele optaria pelos últimos”. Também citou Alexis de Toqueville para quem, por mais paradoxal que pareça, “muitas vezes para enfrentar o excesso de liberdade é preciso mais liberdade ainda”.

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