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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Presidente do TSE defende fim da reeleição e do voto obrigatório

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, defendeu hoje (1º) o fim da reeleição para os cargos de presidente da República, governadores e prefeitos. Para o ministro, esse mecanismo provocou distorções nas disputas eleitorais. “Acho que a reeleição se mostrou, nos diversos patamares da vida nacional, algo que não é positivo”, ressaltou Marco Aurélio. Segundo ele, como os candidatos que tentam se reeleger não são obrigados a renunciar, existe uma indefinição entre as atividades ligadas ao cargo e a agenda de campanha. “Essa confusão resulta num desequilíbrio na disputa e é péssima em termos democráticos”, completou.

Marco Aurélio também criticou a obrigatoriedade do voto nas eleições. “Não concebo o direito de votar como algo que deva ser imposto à população sob pena de multa para quem deixar de comparecer às urnas”, afirmou o presidente do TSE. “Todo e qualquer direito deve ser exercido de forma espontânea.”

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O ministro fez as declarações após receber a proposta de reforma política elaborada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os pontos abordados por Marco Aurélio, no entanto, não constam do documento entregue ao TSE. Para Marco Aurélio, o gesto da OAB vem em um momento oportuno, em que o Congresso Nacional se mostra disposto a discutir a reforma política. “Torço para que haja vontade política para que os parlamentares tenham sensibilidade suficiente de ver que a sociedade reclama providências e a correção de rumos”, comentou.

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O presidente do TSE afirmou que a iniciativa da OAB é importante para estimular o debate aprofundado sobre a reforma política. Ele pediu ainda urgência nas discussões. “Essa reforma precisa estar concluída antes das eleições municipais de 2008”, destacou Marco Aurélio. Depois de conversar com o presidente da OAB, Cezar Britto, Marco Aurélio manifestou apoio a alguns pontos defendidos pela entidade, como a proibição de parlamentares trocarem de partidos e a cassação de políticos por voto popular. “Essas medidas devem tornar os representantes mais atentos, já que eles vão ser fiscalizados com mais intensidade pela população”, avaliou.

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Marco Aurélio afirmou ainda que concorda com a redução do mandato dos senadores de oito para quatro anos, que também faz parte da proposta da OAB. “Há alguma perplexidade quando se vê que o mandato do presidente da República é de quatro anos e o dos senadores é o dobro disso”, opinou. “O Senado continuará uma Casa estável se os ocupantes das cadeiras fossem eleitos num intervalo menor, numa verdadeira prestação de contas aos eleitores.”

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