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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Prefeito de Alta Floresta explica a presidente do TCE questões da falta de água e impasse da energia solar

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, teve audiência, hoje, com o prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, para debater o abastecimento de água e o fornecimento de energia solar, detalhou o andamento de obras e serviços públicos, questionados por vereadores, na semana passada em reunião com o presidente. “Esses debates democráticos são importantes para todas as instituições, inclusive para o processo de gestão da própria prefeitura, que presta contas para o Tribunal. Principalmente porque o Tribunal de Contas tem a missão de construir junto aos gestores. A minha gestão como presidente tem sido do debate aberto, pois são assuntos de interesse da população”, declarou Sérgio Ricardo.

Sobre o abastecimento de água, o prefeito explicou que se trata de um problema herdado de gestões anteriores, já que o contrato de concessão foi feito em 2002, com vigência de 30 anos, e nunca passou por revisão. “Será preciso reequilibrar o contrato para que a concessionária realize um investimento para melhorar o represamento dos rios Taxidermista I e II, que abastecem a cidade. Além disso, sofremos com estiagens severas em 2010 e 2024, que demonstraram que é preciso aumentar o reservatório. Precisamos reavaliar para que o custo não recaia sobre a população”, alegou.

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Já o vice-prefeito Robson Quintino chamou a atenção para o crescimento populacional acelerado em Alta Floresta. “O contrato inicial era para 50 mil habitantes, hoje temos uma população com mais de 70 mil habitantes e ninguém antes se atentou para isso, mas agora queremos resolver. Desde o início da nossa gestão, em 2021, fizemos todo um resgate de contratos que nem sequer existiam na prefeitura e hoje temos controle do processo.”

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Sobre a energia fotovoltaica, os gestores apontaram dificuldades na tratativa com a concessionária Energisa. Segundo eles, já foram investidos R$ 7,5 milhões na implantação do sistema, mas a obra não avançou. “Criamos um projeto para fazer a usina em um único local, com a intenção de ir ampliando para atender toda a demanda da prefeitura. Porém, quando avançamos nos trabalhos, chegou um ponto em que a Energisa cortou essa possibilidade e proibiu usinas de determinado tamanho. Foi uma suspensão por um período temporário, que ainda está em andamento”, disse Quintino.

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Diante da situação, Sérgio Ricardo adiantou que se reunirá com representantes da Energisa para entender as regras, já que a prefeitura não comercializará a energia produzida. Para ele, a limitação da capacidade das usinas acaba impondo custos adicionais aos municípios e dificultando a execução de projetos voltados à redução das despesas públicas.

“Uma coisa é fazer uma usina concentrada, outra é fazer várias usinas, porque você tem que ter equipamentos completos para cada uma e cada equipamento tem um custo. Se fizer tudo passando por um controlador só, é um preço. Agora, desse jeito, vai ter que fazer várias miniusinas. Então, quero conversar com a Energisa”, afirmou o conselheiro.

O presidente levantou ainda a questão da baixa qualidade da energia elétrica no estado, que dificulta o crescimento industrial nos polos de desenvolvimento econômico e prejudica os moradores das regiões mais pobres. “Mato Grosso é um estado cuja industrialização é profundamente afetada pela falta de qualidade da nossa energia. Então, como cidadão, eu responsabilizo a Energisa pelo baixo índice de industrialização do Estado, que seria fundamental na geração de empregos.”

Com relação ao transporte escolar, Gamba informou que a prefeitura adquiriu 46 ônibus novos e instalou ar-condicionado em sete veículos cedidos pelo Estado. “Nesta questão houve uma falta de buscar diálogo com a prefeitura ou mesmo notificar. O vereador alegou que um dos ônibus passou por manutenção duas vezes em um ano, mas esses veículos novos ainda estão na garantia e não tivemos custo com isso”, esclareceu.

O prefeito também destacou a evolução da construção do aterro sanitário em Alta Floresta, que deve substituir o lixão a céu aberto e atender também a municípios vizinhos, como Carlinda, Paranaíta, Nova Monte Verde, Apiacás e Nova Bandeirantes. A instalação foi possibilitada em 2024, a partir da mediação do TCE-MT com representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo para avançar no cumprimento do Marco Regulatório do Saneamento Básico.

“Quero lhe parabenizar porque vocês estão bem adiantados nessa questão da destinação correta dos resíduos sólidos, que é uma exigência prevista em lei federal. Todos eles terão que ter aterros sanitários, pois os lixões estão proibidos no Brasil”, avaliou o conselheiro-presidente.

Por fim, Sérgio Ricardo mencionou a elaboração do Plano de Metas Mato Grosso 2050 e reforçou que o material deve orientar os gestores pelos próximos 24 anos, focando na mitigação das desigualdades. “Estamos acatando sugestões. Conhecemos a realidade de todo o estado e priorizamos as áreas mais pobres, mas as ilhas de prosperidade também devem receber atenção”, concluiu.

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