Presidente da CPI das OSS diz que brecha favoreceu “picaretagem”
Tendo em vista o sistema falho que foi apurado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as Organizações de Sociais de Saúde (OSS), o deputado estadual que preside a investigação, Leonardo Albuquerque (PSD), afirmou que o governo do Estado deve propor um novo modelo de gestão na saúde que não dê brechas para “picaretagem na saúde pública estadual”.
“O sistema deixou brechas para se fazer picaretagem. E o pior é que não houve o controle adequado, não tinha fiscalização interna por parte do governo, nem externa, como por exemplo, a própria Assembleia que tem que fazer a sua mea-culpa, para não errar mais e não permitir que esse tipo de empresa venha para Mato Grosso”.
O deputado disse ainda que os pagamentos eram feitos sem nenhum critério, o que gerou um prejuízo ao Estado e à população. “Tanto a abertura dos hospitais, que foram mal distribuídos, como os pagamentos, foram feitos por apadrinhamento político. Houve um volume de pagamentos exagerados a determinadas empresas. Todas as unidades ofereciam os mesmos serviços, mas com preços diferentes. Não houve uma política pública nesse sentido, faziam o que queriam”.

A CPI, que foi prorrogada por mais 60 dias, já que o relator, deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) está de licença-médica, deve mostrar ao governo, no final da investigação, as falhas encontradas para que um novo sistema seja proposto em que haja melhor aproveitamento.
“Pode ser o modelo que for se, não houver um controle constante não vai funcionar. São 12 anos com procedimentos que levou ao caos que é hoje. Não foi uma opção viável para o Estado de Mato Grosso e deve ser revisto um modelo diferente, com concurso público e administrações diretas”.







