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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Prefeitos voltam para casa sem o aumento do FPM

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Na última marcha do ano a Brasília, mais de 30 prefeitos de Mato Grosso voltaram para casa sem a esperança de conseguirem, ainda para esse ano, o tão esperado aumento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Mobilizados desde o último dia 13, no Senado Federal, eles se juntaram a outros cerca de 400 prefeitos convocados pela Confederação Nacional dos Municípios- CNM para mais um protesto em prol das reivindicações municipalistas. Sentados no chão, em frente a entrada do Plenário da Câmara, os prefeitos fizeram uma manifestação, colocando uma corda no pescoço para simbolizar a situação de penúria, provocada pela má distribuição do bolo tributário nacional.

De acordo com o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios- AMM, José Aparecido dos Santos, que liderou a caravana mato-grossense e acompanha o término da mobilização nessa quinta-feira, a proximidade do recesso de final de ano da Câmara dos Deputados, põe fim a qualquer possibilidade de votação da Reforma Tributária na íntegra, já que o Governo Federal se recusa a votar o artigo que trata do FPM em separado.

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No entanto, o presidente da AMM ressalta que, embora ainda não tenham conseguido o aumento do FPM, os municípios já computam ganhos importantes, considerados como vitória do movimento municipalista em 2005. Entre os ganhos mais importantes estão o parcelamento das dívidas do INSS, a isenção de IPI para aquisição de máquinas e equipamentos, o recebimento de recursos do Parcelamento Especial de Débitos- PAES, a municipalização do Imposto Territorial Rural- ITR e a vinculação máxima de 2% para pagamento de precatórios.

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“A votação do FPM é só uma questão de tempo e a aprovação é praticamente certa, uma vez que o Governo Federal sabe que tem uma dívida com os prefeitos e não tem mais como voltar atrás”, avalia o presidente da AMM. Fundeb- Em relação a votação da emenda constitucional que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb), projeto do qual a CNM é contra a votação nos termos atuais, Cidinho diz que, mesmo se for aprovado como está, o novo fundo tende a ser benéfico para a maioria dos municípios do Estado.

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De acordo com dados de um estudo levantado pela Comissão de Acompanhamento do Fundeb da CNM, 27 municípios de Mato Grosso sofrerão perdas nos repasses para a educação mas todos os outros registrarão ganhos. “Essas perdas se consolidam por completo em 4 anos, já que a contribuição ao fundo por parte dos municípios é progressiva, começando com repasses de 1, 5% no primeiro ano e chegando a 5% no 4º ano”.

Ele ressalta, no entanto, que o governo tem vinculado ao projeto a proposta de criação de um fundo que irá compensar essas perdas”, diz ele. “Felizmente, a maioria dos nossos municípios se encaixa nessa realidade de receber de volta para a educação, mais do que precisou contribuir no fundo”, enfatiza Cidinho. O presidente da AMM diz que com o novo fundo os prefeitos podem ser estimulados a trabalhar melhor a educação porque os recursos são vinculados à quantidade de alunos matriculados. O projeto do Fundeb tramita no congresso e precisa ser votado em dois turnos no plenário da Câmara e do Senado. Para que a proposta seja aprovada na Câmara em primeiro turno, são necessários 308 votos favoráveis.

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