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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Prefeito Percival ameaça ir à justiça contra divisão do ICMS

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O prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), promete acionar o Estado na Justiça sobre a ilegalidade no processo de divisão e de repasse ao município dos recursos provenientes do ICMS. O questionamento se refere a “movimentações” feitas pelo governo em fundos, que provocariam queda na participação de 25% dos municípios sobre o total arrecadado com o imposto.

O ICMS é a maior fonte de recursos próprios do Executivo. Dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), apontam que Rondonópolis recebeu, de janeiro a junho deste ano, R$ 45,7 milhões oriundos do ICMS. A perda para Rondonópolis, somente nesse período, seria de aproximadamente R$ 4,5 milhões, em cálculo preliminar. Percival organiza um movimento que pode consolidar ação coletiva contra o governo.

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“Estamos estudando os caminhos na Justiça para acionar o Estado. Tem várias questões que estão falhas e precisam ser corrigidas. Por exemplo, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação, o Fethab, o governo tira recursos para outras obras e os municípios perdem”, ponderou Muniz. Em relação ao Fethab, a batalha travada pelos municípios do interior se refere ao fato de que 30% do montante de cerca de R$ 800 milhões anual, estão direcionados a obras da Copa de 2014. O Fethab foi criado para remessa de verba pública para os setores da habitação e transportes, diga-se: estradas. Assim, aumenta o coro dos insatisfeitos, porque no interior as ações de manutenção de estradas estão limitadas.

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Os processos na Justiça poderão ser embasados em outros fundamentos, como em fundos que detém recebimento de tributos provenientes do ICMS. Outro exemplo: contribuintes que não efetuam o recolhimento integral do imposto, podem optar pelo parcelamento em “fundo”, sem participação de municípios na divisão do bolo. São elementos que estão sob o crivo de Percival Muniz. “Além da procuradoria-geral do município, estamos verificando o melhor caminho de assegurar o correto repasse dos recursos ao município”.

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As indagações sobre o funcionamento de fundos do governo do Estado também partem da Assembleia Legislativa. Parlamentares pedem a transparência da gestão pública, principalmente sobre a área financeira. O próprio Executivo admite revisão sobre o modelo. Em 2012, Rondonópolis contou com repasse de aproximadamente R$ 86 milhões relativo ao ICMS. Muniz assegura que o volume da verba pública da cidade “deveria ser bem maior”.

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