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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Prefeito de Paranaíta é afastado pela Justiça e vice assume

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Uma liminar concedida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, ontem, afastou o prefeito de Paranaíta, Pedro de Alcântara, por 60 dias. O pedido foi feito pelo Ministério Público, que denunciou a prática de crime de improbidade administrativa e uso indevido de dinheiro público. O suposto desfalque pode ter alcançado R$ 1,2 milhão, diferença entre as despesas comprovadas e a prestação de contas apresentada.

O promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano, da Comarca de Alta Floresta, acusou o prefeito de não apresentar a documentação ao Legislativo, usar dinheiro público para conserto de carro particular, adquirir bens sem licitação, falsificar documentos públicos, contratar e pagar empresa ‘fantasma’, de apropriação indébita de verbas previdenciárias, atrasar pagamento de funcionalismo público, além de irregularidades em obras.

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As denúncias foram baseadas em documentos apresentados por quatro vereadores, além de outras pessoas ouvidas pelo promotor. “Os vereadores apresentaram declarações bombásticas contra o atual alcaide de Paranaíta e alguns servidores, tendo sido apresentadas provas contundentes da imoralidade que permeia a condução da res pública”, declarou, na ação.

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Em um dos casos, ela aponta o pagamento de duas parcelas de R$ 569 para o conserto do carro de um secretário. Também teria ‘fabricado’ documentos para ‘esquentar’ aquisição de madeira, no valor de R$ 15,8 mil, em uma madeireira, sem licitação. Em 2006, teriam sido empenhados, em favor desta empresa, R$ 138 mil.

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Outra irregularidade foi encontrada na construção da creche municipal, onde foram empenhados R$ 100 mil. “Ocorre que, absurdamente, foi construída somente a casca, como um ovo oco pintado para a páscoa sem nada dentro… Onde era para ser uma creche hoje reside um pacato cachorrinho”, denunciou.

Na ação, o juiz também determina o afastamento de José Carlos Ferreira, Aparecida Glastz Rodrigues, Sonia Maria de Alcantara Berlanda, Edenilson Coutinho Ribeiro, Seonir Antonio Jorge e Clary Braws. Também determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos requeridos, a solicitação ao Banco Central das contas e aplicações em nome dos mesmos, desde 2005, e busca e apreensão dos documentos.

“A soma das planilhas enviadas ao TCU e apresentadas à Câmara é menor que o constante no campo total, ao final da soma, ou seja, apresenta-se uma despesa maior que a efetivamente ocorrida. E para onde vai a sobra? Não se sabe, pelo visto a única certeza é que o dinheiro sai das contas municipais”, alegou o magistrado, em trecho da ação.

O vice-prefeito Milton Munhoz foi empossado ontem pelo Legislativo.

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