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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

PR se reúne com o PT e tenta formar trinca com o PMDB

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O Partido da República (PR) do governador Blairo Maggi se reúne hoje com o PT de Carlos Abicalil, que admite se candidatar ao Governo do Estado, para delinear uma atuação conjunta e numa outra reunião, desta vez com o PMDB, formalizar uma trinca de partidos interessados em disputar a sucessão de Maggi em 2010, sendo que para isto, não descartam nomes como o do próprio Abicalil e do vice-governador, Silval Barbosa (PMDB), ambos já colocados. A reunião deverá acontecer na parte da tarde.

Até aqui nenhum problema, se não o fato do PT defender que o entendimento com os demais partidos sejam os da base aliada do governo do presidente Lula a quem Maggi, depois de quatro anos de duras e intermináveis críticas (2003/2006) se tornou um dos principais aliados e emplacou o diretor-geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot como um dos principais articuladores políticos, inclusive com tendência de ser coordenador da campanha presidencial da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

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Mesmo contando com o PP na base do governo federal, um entendimento entre os PT, PR e o PMDB não deixa lugar na chapa para a candidatura do deputado José Riva (PP) para o Senado e nem para o senador Jaime Campos (DEM) para a sucessão de Maggi, o que representa dizer que o acordo amarrado agora, deixa de fora esses potenciais candidatos e consequentemente seus partidos. O PP e o DEM estão no arco de alianças e fazem parte do pilar de sustentação do Governo Blairo Maggi que facilmente pode cair sem ambos ao seu lado.

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Pior é que sem respaldo, o DEM e o PP passam a integrar a chapa do PSDB que se formalizada com estes partidos teria chances suficientes para enfrentar a outra chapa encabeçada pelo PR que não tem nome, pelo PT que também não tem nome e pelo PMDB que só tem nome se o vice, Silval Barbosa estiver no comando do governo do Estado, ou seja, com Maggi fora da gestão pública.

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Mesmo tentando uma reaproximação, como fez com o PMDB na última sexta-feira, o PR não mais será unanimidade como em 2002 e 2006, nas disputas encabeçadas pelo governador Blairo Maggi que sempre teve o então PFL hoje DEM como companheiro de chapa. O PMDB saiu na frente, mas as resistências ao acordo continuam fortes entre deputados, prefeitos e vereadores e base dividida representa fraqueza na disputa.

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