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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

PR na chapa de oposição é vontade isolada de Mendes, afirma Leitão

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Os partidos de oposição ao governo de Mato Grosso não estão contentes com a possível aproximação do PR ao grupo. A maior crítica gira em torno do fato de os republicanos serem da base governista, tendo sete secretarias na gestão Silval Barbosa (PMDB). Democratas e tucanos, aliados ao pré-candidato ao Palácio Paiaguás, senador Pedro Taques (PDT), criticam a aproximação, ressaltando que a iniciativa é fruto de uma vontade isolada do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB).

O presidente regional do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, disse que desde fevereiro o socialista vem mantendo os diálogos com os deputados estaduais e o presidente do PR, deputado federal Wellington Fagundes, que pretende emplacar sua candidatura ao Senado. Mendes quer reeditar a parceria ocorrida em 2012 com o PR, que resultou na vitória do socialista nas eleições municipais.

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O parlamentar afirmou que nas reuniões do arco, atualmente composto pelo PDT, PSDB, DEM, PPS, PV e PSB e praticamente fechado com o SDD nunca houve discussão no sentido de trazer o PR ao grupo. O próprio Pedro Taques, segundo ele, não comenta tal hipótese. “Não existe nenhuma reunião, e isso eu posso falar, porque ajudo a coordenar, sou um dos pré-coordenadores da campanha de Taques. Não há nenhuma reunião, em que há essas discussões de trazer o PR. Quem tem comentado isso, de forma isolada e por conta própria, é o prefeito Mauro Mendes. Dentro do grupo nunca ouvi esse assunto sair da boca de Pedro Taques, por exemplo. Na reunião do grupo, na semana passada, nem se quer comentaram isso”.

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Leitão destacou que se o PR cogitar a possibilidade de coligar com o bloco oposicionista, o partido deve, primeiro, deixar o governo. “Não dá para o PR querer ser oposição dentro do governo. É no mínimo um 'tapa na cara' do eleitor. Não dá para tratar eleição e tratar política dessa forma”.

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Os irmãos democratas Jayme e Júlio Campos também têm criticado duramente o partido, dizendo que os republicanos 'almoçam com a base e jantam com a oposição'. O PR tem recebido críticas também, da própria base. O presidente do PMDB, deputado federal, Carlos Bezerra cobrou um posicionamento definitivo dos republicanos, defendendo a permanência da legenda no grupo, sob justificativa de que “se o PR for para a oposição, vai ser atacado dos dois lados”.

O PR faz parte do governo há 12 anos, desde a gestão do então governador, hoje senador Blairo Maggi (PR). Atualmente a sigla comanda 7 Secretarias de Estado, dentre elas, a chefia da Casa Civil e Infraestrutura. As críticas se arrastam há alguns meses.

Chapa majoritária – questionado sobre os rumos do PSDB dentro do arco e possibilidades de indicações de nomes para compor a majoritária, o tucano destacou que vai aguardar a definição real de quais os partidos que estarão de fato, caminhando com o bloco de oposição. “O partido vai discutir a majoritária na hora certa. Nem sabemos quem são os partidos que estão conosco".

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