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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

PPS pode cair fora de frente alternativa em MT e fechar com DEM-PSDB

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A frente de “partidos alternativos”, de fato, implodiu. Ainda nesta semana é quase certo que a direção regional do Partido Popular Socialista (PPS) firme posição pública de adesão a aliança democratas e sociais-democratas, no caso, DEM-PSDB, para as eleições de outubro. Aos socialistas, liderados pelo deputado Percival Muniz, caberá indicar um candidato ao Senado Federal. Certamente, o próprio Muniz. “As conversações estão indo muito bem nesse sentido” – admitiu o prefeito Wilson Santos, um dos nomes que disputam a indicação ao Governo.

Com o PPS junto, praticamente fica reconfigurada as forças que ajudaram a eleger o governador de Mato Grosso em 2002. Naquele ano, Blairo Maggi recebeu o apoio para seguir com sua candidatura do prefeito de Cuiabá, na época, Roberto França; de Rondonópolis, com Percival Muniz, e de Várzea Grande, com Jayme Campos. Hoje, as principais lideranças dessas três cidades – que forma o PIB eleitoral de Mato Grosso – estão firmando posição na aliança.

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A Prefeitura de Cuiabá é comandada pelo tucano Wilson Santos. Em Várzea Grande, a administração mnunicipal está com o Partido da República (PR) sob forte desgaste de Murilo Domingos, que planeja abandonar o Executivo para tentar uma cadeira legislativa. No caso, apesar do fracasso eleitoral de 2008, a família Campos, com Jayme Campos, pré-candidato dentro da aliança DEM-PSDB,  e Júlio Campos, vítima dos republicanos na eleição passada, voltaram a ganhar força dentro do município. Em Rondonópolis, José Carlos do Pátio, do PMDB, deve abrir dissidência no partido com o apoio ao nome de Wilson Santos ao Governo.

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Há, no entanto, uma espécie de “último esforço”  para tentar viabilizar uma terceira candidatura ao Governo de Mato Grosso, nas eleições de outubro: no final de semana, o PDT anunciou de novo apoio ao nome do empresário Mauro Mendes, presidente licenciado da Federação das Indústrias. Mendes é filiado ao PSB que, praticamente, já firmou entendimentos com a candidatura de Silval Barbosa, do PMDB. Mendes deve ser o vice.  Com isso, implodiu a frente da qual o PDT tentava liderar.

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A incógnita política do momento é o Partido Progressista. O presidente do Diretório Regional, deputado José Riva, presidente da Assembléia Legislativa, há mais de uma semana declarou que a sigla vai aguardar até o último momento para definir que rumo vai seguir. Depois do Carnaval, quem sabe.

Em verdade, o PP espera por uma posição mais clara em relação a candidatura a ser firmada da aliança DEM-PSDB-PPS. Wilson Santos e Jayme Campos disputam a indicação. A decisão sairá de uma pesquisa que vai medir densidade eleitoral e, qualitativamente, desempenho, perfil, entre outros apetrechos necessários ao gosto do eleitor. Se o candidato for Jayme Campos é certo que o PP vai entrar na aliança. Riva já disse que tem compromisso com Campos, até pela história política. Caso seja Wilson o escolhido, a tendência é que os progressistas de Riva, com o apoio do deputado federal Pedro Henry, permaneça no arco de aliança do Governo para outubro.

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