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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

PMDB avalia candidatura de Pinheiro em Cuiabá

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Maior bancada da Assembleia Legislativa há, pelo menos, duas legislaturas, o Partido da República (PR) perdeu ontem seu último deputado estadual. Emanuel Pinheiro, a exemplo dos demais quatro parlamentares que a sigla elegeu em 2014, aproveitou a abertura da janela partidária que permitia a migração sem o risco de perder o mandato e se filiou ao PMDB.

Antes dele, Mauro Savi já havia migrado para o PSB, Wagner Ramos e Ondanir Bortolini, o Nininho, haviam se filiado ao PSD e Sebastião Rezende ao PSC. Todos, de acordo com o agora peemedebista, com a aceitação do presidente do PR em Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes

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“Todos nós já havíamos conversado com o senador Wellington e ele pontuou respeitar nossas decisões. No meu caso, ele entendeu que não seria recomendável que eu ficasse em um partido isolado”, explicou Emanuel, pontuando que, embora a decisão dos colegas de deixar a sigla tenha pesado para sua escolha, não foi este o principal fator. “Eu cumpri minha missão no PR. Saio pela porta da frente do PR, em um momento importante para minha vida pública”.

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Emanuel entra no PMDB já na condição de líder do partido no Legislativo. O posto, até então ocupado pelo deputado estadual Romoaldo Júnior, deve ser transferido. O ex-republicano tem ainda o compromisso da nova legenda de apoio aos seus planos de candidatura ao cargo de deputado federal em 2018, bem como a chance de disputar o comando da Prefeitura de Cuiabá no pleito deste ano.

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A intenção do PMDB é ter candidatura própria na Capital e o nome de Emanuel deve ser colocado para avaliação junto com o do também recém-filiado Valtenir Pereira. Segundo Romoaldo, apenas o projeto à presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa não entrou na lista dos temas negociados para a filiação. “Isso vai ser discutido.

O PMDB sabe que o projeto não é apenas meu. Tem um grupo de deputados envolvido. Mas eu também não posso dizer que dessa água não beberei. Minha base política é Cuiabá e eu entro como um soldado do partido. Se a decisão for por uma candidatura minha a prefeito, acredito que os colegas vão entender”, avalia Emanuel, se referindo ao grupo de aproximadamente 10 deputados estaduais que já teriam hipotecado apoio a sua candidatura a presidente da Mesa Diretora.

A decisão de Emanuel ainda pode garantir mais estruturação da oposição ao governo Pedro Taques (PSDB) dentro do Parlamento. A tendência que se comenta nos bastidores é que o PMDB passe a adotar uma postura mais rígida em relação ao Executivo com o ingresso do ex-republicano e da deputada Janaina Riva na sigla. Romoaldo, no entanto, sustenta que se manterá como um parlamentar “independente”.

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