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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Planalto classifica delação de executivos da JBS como “armação” contra Temer

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A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou, nesta sexta-feira, nota em que classifica de "grande armação" o conteúdo das gravações feitas pelos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo JBS. A nota da Secom cita os mais recentes vazamentos de conversas entre Joesley, Saud e advogados do grupo.

“A cada nova revelação das gravações acidentais dos delatores da JBS, demonstra-se cabalmente a grande armação urdida desde 17 de maio contra o presidente Michel Temer. De forma sórdida e torpe, um grupo de meliantes aliou-se a autoridades federais para atacar a honradez e dignidade pessoal do presidente, instabilizar o governo e tentar paralisar o processo de recuperação da economia do país”, diz o texto.

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Nos áudios divulgados pela revista Veja, os executivos falam sobre o acordo de delação premiada que estava sendo firmado com a Procuradoria-Geral da República e as chances de conseguirem obter os benefícios que buscavam. Para a Secom, os áudios revelam uma “conspiração” contra o presidente.

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Na nota, a Secom reproduz inclusive termos chulos, usados em um trecho de conversa de Saud com Joesley e o diretor-jurídico da J&F, Francisco de Assis Silva.

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“As acusações caem uma após a outra, revelando a verdade da conspiração que foi construída durante meses. 'Eles querem f…r [o termo foi omitido para publicação nesta matéria] o PMDB', sentencia o advogado Francisco de Assis, sem saber que está sendo grampeado por Joesley Batista. Mostrando todo planejamento da ação controlada que o grupo da JBS tentou fazer contra o país, Assis acrescenta: 'Viu, seguinte, Joesley, no momento certo, temos de dar sinal pro Lúcio pular dentro. Aí ele fecha a tampa do caixão'”, acrescenta a nota da Secom.

Joesley e Saud estão presos há pouco mais de duas semanas por suspeita de omissão de informações durante o acordo de delação premiada. A prisão foi pedida pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pouco antes de deixar o cargo. Janot foi responsável pelo com os dois executivos, firmado meses antes.

“O país não pode ficar nas mãos de criminosos e bandidos que manipulam autoridades, mercado, mídia e paralisam o país. É hora de retornar o caminho do crescimento e da geração de emprego. […] Cabe agora, diante de tão grave revelação, ampla investigação para apurar esses fatos absurdos e a responsabilização de todos os envolvidos, em todas as esferas”, conclui a nota.

Denúncia

O presidente Michel Temer, que enfrenta a segunda denúncia na Câmara dos Deputados, enviada por Janot pouco antes de deixar o cargo, foi para São Paulo nesta sexta-feira, para se encontrar com o jurista Antônio Cláudio Mariz, seu amigo e advogado na defesa da primeira denúncia, já rejeitada pelos deputados.

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