Pivetta diz que deputados têm “ajuda por exceção” e quer presidir a Assembléia
O deputado, ex-prefeito e ex-secretário de Agricultura Otaviano Pivetta (PDT) fez, no final de semana, duras críticas ao governo do Estado e à Assembléia Legislativa. Incentivado pelos aliados para ser uma terceira via na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2010, considera que os dois poderes têm agido de forma tímida no sentido de dar maior transparência ao serviço público.
Em entrevista para A Gazeta, alega que Maggi vem sendo pouco ousado em romper paradigmas e enfrentar o caciquismo político tão combatido pela turma da botina, na qual ambos têm origem. “Acredito que o desempenho está menor neste segundo mandato. As ações do governo têm sido muito tímidas e conservadoras. Todas as avaliações mostram que o ensino público continua ruim. O sistema de saúde não é satisfatório. A infra-estrutura, apesar de uma evolução, é muito aquém da necessidade do Estado. Certamente, não podemos esperar que tudo se resolva em apenas quatro anos. Houve uma ação inteligente do governo em seus arranjos políticos que levaram o Luiz Antônio Pagot a um órgão nacional como o Dnit. É uma figura importante de Mato Grosso em um órgão de importância nacional. Espero que ele nos ajude a resolver problemas históricos de Mato Grosso”, afirmou.
Em relação à Assembléia Legislativa, Pivetta reclama da falta de transparência sobre os gastos públicos. Diante disso, ele admite pré-candidatura à presidência da Casa pela oposição ao grupo do deputado José Riva (PP).

Pivetta também criticou a mesa diretora da Assembléia que não entregou a relação de servidores e salários, além de outras despesas. “É lamentável que a Mesa não forneça isso, que é algo tão elementar e daria transparência aos atos e gastos da Assembléia. É por essa vontade de mudar as coisas aqui que me lancei candidato a presidência da Casa”, disparou.
Ele também admitiu que pretende ser candidato a presidente da Assembléia.
“Não chegamos a esse ponto de discussão. Temos muita coisa até lá. Tem toda a colheita e o plantio para se fazer dessa safra. Até porque, além de dar transparência aos gastos, um gestor tem que se preocupar em dar publicidade aos atos e adotar uma série de ações em cadeia que podem melhorar a imagem do parlamentar. Não é concebível, por exemplo, que um parlamentar, para ocupar o mandato, tenha ajuda por exceção. É preciso institucionalizar os direitos e as condições para que todos possam exercer as funções com liberdade”.
Questionado sobre o que seria a “ajuda de excessão” que deputados receberiam, Pivetta saiu pela tangente: “Não sei porque nunca fiz uso desse expediente”.







