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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

PFL expulsa deputado que levava malas de dinheiro da Universal

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A Executiva do PFL, em reunião extraordinária, decidiu expulsar da legenda o deputado João Batista Ramos (PFL-SP), flagrado ontem pela Polícia Federal com sete malas de dinheiro que somavam R$ 10,2 milhões. Ainda cabe recurso à Executiva.

Os recursos, conforme depoimento do deputado à PF, seriam provenientes das doações feitas por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual o deputado é presidente nacional. O dinheiro seria levado para São Paulo para então ser depositado na conta da igreja no Banco do Brasil. A PF trabalha com a hipótese de que haja crimes de evasão fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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O presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), afirmou que o deputado “contrariou os princípios básicos inerentes à atividade parlamentar e partidária”. “Nós entendemos que os atos praticados não são compatíveis com as ações políticas do PFL”, disse o presidente da legenda. Na avaliação do PFL, o deputado deveria ter feito a transferência dos recursos por meio bancário ou contratado uma empresa de segurança especializada para transportar os recursos.

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Na reunião da Executiva, os integrantes do PFL, conforme admitiu Bornhausen, avaliaram os possíveis prejuízos políticos de expulsar um deputado ligado à Igreja Universal em ano pré-eleitoral. “Ou tomamos as providências que a sociedade exige, ou vamos ficar com a sociedade contra”, avaliou Bornhausen.

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O líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), adiantou que encaminhou as denúncias à Corregedoria da Casa, mas não remeterá o assunto ao Conselho de Ética. “A princípio não há ilegalidade no ato. Por isso, não posso pré-julgar o deputado”, afirmou.

A Universal

Em nota distribuída ontem, a Igreja Universal confirmou a versão do deputado. A instituição afirmou que a matriz de São Paulo centraliza o pagamento de despesas (impostos, aluguéis, empregados e contas de consumo) de todos os seus templos em sua sede nacional bem como os controles contábeis e financeiros.

Segundo o comunicado da Igreja Universal, (o transporte de dinheiro em malas) “é uma decisão administrativa em função da burocracia do sistema bancário”, e que “o dinheiro transportado no avião, apreendido pela Polícia Federal hoje [ontem], tinha como finalidade o depósito em São Paulo para pagamento das despesas referidas anteriormente”.

A Igreja Universal conta com um base estimada superior a 2 milhões de fiéis, segundo o último censo do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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