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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

PF diz que lista de 156 políticos que receberam doações ilegais é verdadeira

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A Polícia Federal confirmou ontem (16) a autenticidade da chamada “lista de Furnas”. A lista traz o nome de 156 políticos de 12 partidos que teriam recebido doação ilegal, por meio de caixa 2, da estatal Furnas Centrais Elétricas para campanhas eleitorais.

A maioria dos parlamentares citados era da base governista do então presidente Fernando Henrique Cardoso e do então candidato a governador de São Paulo Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência da República.

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O resultado da perícia concluiu que não se trata de uma montagem e que a assinatura é mesmo do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. A Polícia Federal não confirma a autenticidade do conteúdo, mas adianta que já está investigando.

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Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, no dia 15 de fevereiro, Dimas Toledo havia dito que a lista era uma “montagem ou falsificação” e negou que a assinatura fosse sua.

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Durante o depoimento, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), procurou desqualificar a lista, atribuindo ao lobista Nilton Monteiro sua autoria e relatando uma série de processos a que ele estaria respondendo na Justiça. Os processos contra Monteiro seriam por roubo de veículo, estelionato, roubo de documentos, falsificação de documentos, chantagem, extorsão, corrupção ativa e tráfico de influência.

O relatório final da CPMI dos Correios pediu ao Ministério Público (MP) que investigasse Nilton Monteiro e o assessor da prefeitura de Belo Horizonte Luiz Fernando Carceroni. O relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), considerou, na ocasião, que “Monteiro forjou, ou se valeu da mencionada relação, com o claro intuito de caluniar políticos ligados à oposição ao governo federal”.

Serraglio classificou Monteiro de “falsário contumaz” e disse que esse episódio contou com a participação de Luiz Fernando Carceroni. Serraglio sugeriu ao MP que os dois fossem processados por calúnia, falsidade de selo ou sinal público e falsidade ideológica.

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