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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Perminio diz a Taques que Educação tem orçamento subestimado e dívida de R$ 190 milhões

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O governador Pedro Taques (PDT) visitou, hoje, a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Em conversa com o secretário estadual Permínio Pinto, recebeu a informação de que o orçamento para a área, aprovado para este ano, está subestimado em pelo menos 25%. “Contamos com aproximadamente R$ 1,9 bilhão, recurso que dá para pagar a folha salarial”.

Taques prometeu rever o montante com lideranças da Assembleia Legislativa para que a Seduc tenha capacidade de investimento. Há escolas que precisam ser reformadas até o dia 9 do próximo mês, quando começa o ano letivo. O governador destaca que técnicos do Gabinete de Projetos Estratégicos estão à disposição para elaborar as propostas de reformas. “Mato Grosso tem índices elevadíssimos de analfabetismo e evasão escolar. É vergonhoso. Precisamos transformar a riqueza econômica dos grãos em melhoria da educação e qualidade de vida”.

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Permínio ainda afirmou que recebeu a pasta com R$ 190 milhões de restos a pagar das gestões anteriores, o equivalente a 10% do orçamento. Outros R$ 148 milhões estão empenhados para custear 124 obras em 52 municípios. Porém, deste montante, R$ 34 milhões estavam previstos para construções que, segundo o secretário, a Seduc sequer têm condições de prosseguir com as obras. “Precisamos mostrar à sociedade como recebemos o Estado”, aponta Taques. Em um mês, Permínio aposta na redução de 15% dos restos a pagar. Ele também pretende cortar custos em áreas não finalísticas, como a Tecnologia da Informação, setor que recebeu R$ 60 milhões da pasta no ano passado.

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Mato Grosso conta com 746 unidades escolares nas quais estudam 437 mil alunos. Lembrando da época em que estudava em colégios públicos da capital, Taques destaca a importância de não “dar as costas aos alunos”. “O meu sonho da época de estudante era ter uma recepção humanizada dos gestores e uma mochila, nem isso eu tinha”, conta o governador, destacando ser filho e neto de professoras. “Vou cobrar muito, preciso de uma escola onde os professores saibam o nome dos alunos”. A técnica administrativa Ângela Perottoni avalia que, com o tempo, estudantes transformaram-se em apenas número para os administradores. “Com mais alunos matriculados, mais recursos para as unidades educacionais, pelo menos esta era a lógica das gestões anteriores”, relata Ângela. O foco da Seduc nesta gestão, segundo o secretário, é a aprendizagem.

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Com cerca de 50% dos profissionais comissionados, a Educação deverá ter mais dois concursos no próximo ano. A proposta é chegar ao percentual de 80% de concursados na secretaria. “Também temos que combater a ‘máquina de atestados’ na Educação”.

Taques pretende se reunir semanalmente com o secretário e a equipe no Palácio Paiaguás. Também promete retornar à Seduc para ouvir novamente os profissionais. Outra iniciativa do governador é visitar as duas escolas, uma em Jangada e outra em Acorizal, que figuram entre as últimas no quesito qualidade de ensino. “Permínio, vamos fazer o possível para que estas escolas estejam entre as melhores no próximo levantamento”, diz Taques.

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