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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Pedro Henry cogita renunciar mandato após ter prisão decretada

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Começou a contagem regressiva para o deputado federal Pedro Henry (PP) começar, de fato, a cumprir a pena de sete anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, hoje, o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pede a prisão imediata. O advogado de Henry, José Antônio Alvarez, disse que o deputado está em Brasília e pretende se entregar imediatamente assim que o STF emitir o mandado de prisão.

Henry também deverá seguir o exemplo do então deputado federal licenciado José Genoíno (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) e renunciar ao mandato. Ambos foram condenados no mensalão e após o presidente do STF ter emitido os mandados de prisão, renunciaram ao mandato, porque não queriam carregar no currículo político uma cassação.

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Essa chance de renúncia foi repassada pelo próprio advogado do progressista. “Há essa possibilidade da renúncia ao mandato”, disse o advogado José Alvarez. Em seguida, ressaltou, porém, que ainda não discutiu com seu cliente os detalhes sobre isso. “Só depois que o STF decretar a prisão é que ele [Pedro Henry] vai decidir sobre o mandato se renuncia ou não”, pontua o jurista.

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No caso de Valdemar Costa Neto condenado a sete anos e dez meses e prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a ele enviou uma carta endereçada ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) criticando a impossibilidade de ser submetido a duas instâncias na Justiça pelo fato de ser parlamentar e afirmando que foi condenado por crimes que não cometeu.

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Em relação a José Genoíno, sua carta de renúncia foi apresentada pelo deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dia 3 deste mês. À ocasião, a Mesa Diretora da Câmara já estava reunida decidindo se abriria o processo de cassação do então parlamentar. A votação foi aberta e quando o placar estava 4 a 2 pela abertura do processo de cassação, Vargas então apresentou a carta de renúncia. A maioria já tinha votado pela cassação de Genoíno.

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