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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Pedido de vista demonstra chance de Silval ser solto, diz defesa

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O pedido de vista do desembargador Pedro Sakamoto, da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para analisar melhor o pedido de Habeas Corpus do ex-governador Silval Barbosa foi avaliado positivamente pela defesa. O advogado Ulisses Rabaneda afirmou, ao Só Notícias, que ficou demostrada uma chance clara dele ser solto, após o voto negativo do relator, desembargador Alberto Ferreira.

A expetativa agora fica por conta da próxima sessão, prevista para semana que vem, na qual será concluída a votação do mérito. “O pedido de vista para defesa é positivo, já que veio depois de um voto negativo antes, mas então o desembargador preferiu analisar de uma forma mais detalhada e isso demostra que temos chance”, declarou Ulisses, ao também comentar o posicionamento de Alberto. “O voto foi negativo, mas respeitamos o posicionamento dele. No entanto temos um posicionamento deferente. Ele sempre se mostrou ser um excelente julgador. Esse é só mais um processo, para gente não é visto como especial”.

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O julgamento do mérito do Habeas Corpus teve início na quarta-feira (21) e além de Sakamoto, falta o desembargador Rondo Brasil Dower Filho também manifestar o voto. Antes da leitura do voto do relator, os advogados de Silval criticaram a decisão da juíza da 7ª Vara Criminal da capital, Selma Rosane de Arruda, afirmando que tem causado constrangimento ilegal. Para eles, as prisões foram baseadas em “meras presunções”.

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Alberto já havia negado em decisão monocrática a liberação de Silval. O ex-gestor estadual está preso há mais de um mês acusado de chefiar um esquema criminoso na concessão de incentivos fiscais em Mato Grosso, que foi desmontado durante a operação Sodoma. Durante esta operação também foram presos os ex-secretários de Estado de Fazenda, Marcel de Cursi, e de Indústria e Comércio, Pedro Nadaf.

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Todo o esquema foi desmontado após delação realizada pelo empresário João Batista Rosa. Silval, Cursi e Nadaf são acusados de terem extorquido o empresário, que teve que abrir mão de créditos de ICMS para ser incluído no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). Para continuar obtendo os benefícios fiscais, Rosa também teve que repassar a Nadaf R$ 2,6 milhões. Cursi e Nadaf continuam presos e também tiveram Habeas Corpus negados.

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