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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

MPE denuncia Silval e ex-secretários em fraude de R$ 15 milhões na compra de área

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O Ministério Público Estadual, por meio da 14ª Promotoria Criminal de Cuiabá, ofereceu mais uma denúncia relacionada aos desdobramentos da operação “Sodoma”. Ao todo, foram denunciadas 17 pessoas – entre eles está o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), os ex-secretários estaduais Pedro Nadaf (Casa Civil), Marcel de Cursi (Fazenda), César Zílio (Administração) e Arnaldo Alves (Planejamento), o procurador aposentado Francisco Gomes Lima Filho, o “Chico Lima”, o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Cezar Correa, o filho de Silval, Rodrigo da Cunha Barbosa, o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto.

De acordo com a denúncia, protocolada no dia 17 deste mês, as investigações demonstraram o desvio de dinheiro público realizado através da desapropriação de um imóvel, no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, paga na gestão do ex-governador Silval Barbosa, durante o ano de 2014. O governo pagou R$ 31,7 milhões pela área. Segundo a denúncia do MPE, a organização criminosa solicitou e recebeu R$ 15,8 milhões de vantagem indevida para que a área fosse paga. O processo foi enviado para a juíza Selma Rosane dos Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal.

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Entre os crimes praticados pelo grupo estão corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, coação no curso do processo, organização criminosa, lavagem de dinheiro e receptação qualificada.

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Na primeira fase da operação Sodoma, conforme o MPE, cinco pessoas foram denunciadas. As fraudes referiam-se à concessão e fruição de benefício fiscal do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), no período de 2011 a 2015, no âmbito do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso.

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Já na segunda fase, uma outra denúncia foi oferecida contra 17 pessoas. As investigações trouxeram novos nomes e revelaram outro “modus operandi”, que consistiu na exigência e/ou recebimento de vantagem indevida de fornecedores do Estado. Entre os crimes praticados estavam : concussão, extorsão, lavagem de dinheiro, fraude processual, constituição de organização criminosa, fraude à licitação e corrupção passiva e ativa.

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