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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

MP quer pena de 16 anos de prisão para Silval Barbosa

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O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a Justiça a condenação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) pelos crimes de concussão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A solicitação consta nas alegações finais, formuladas pela promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco, na ação penal derivada da primeira fase da Operação Sodoma. Se condenado por tais crimes, a pena do político poderá ultrapassar 26 anos de prisão, por conta das agravantes listadas pela acusação.

Além dele, outros cinco réus respondem a este processo, comandado pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda. Bardusco também pediu a condenação dos outros réus pelos mesmos crimes. São eles os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Cézar Correa Araújo, e a ex-secretária de Nadaf, Karla Cecília de Oliveira Cintra, que firmou acordo de colaboração e, por isso, deverá ter sua pena reduzida em 2/3, conforme o acordo.

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Em relação a denúncia inicial, Bardusco solicitou a alteração da tipificação de um crime. Se antes os réus eram acusados pelo crime de extorsão, que teria sido cometido contra o empresário João Batista Rosa, os acusados passaram a responder por concussão, ato de exigir para si vantagem indevida, praticado por um funcionário público.

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Além da condenação de Marcel pelos crimes supostamente cometidos, Bardusco defende que ele, fiscal de tributos concursado, perca o cargo público. Já no caso dos colaboradores Filinto Muller e Frederico Muller Coutinho, o MPE defende o arquivamento dos fatos investigados no inquérito, um dos itens constantes no acordo firmado por eles. Para Bardusco, as provas obtidas e os depoimentos prestados colocam Silval como líder da suposta organização criminosa.

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Segundo ela, o peemedebista “estruturou corpo de secretariado de tal modo que se alinhasse aos seus objetivos criminosos”. Desta forma, os réus Nadaf, Cursi, Lima e Araújo foram lotados em cargos estratégicos para o funcionamento da suposta organização. Já Karla foi responsável, ainda de acordo com a versão do MPE, pela operacionalização da lavagem de dinheiro, controlando os valores pagos por Rosa. Conforme a denúncia inicial, Rosa teria pago aproximadamente R$ 2,6 milhões em propina para ter suas empresas como beneficiárias de um programa de incentivos fiscais.

O caso foi descoberto em meados de 2015 e em setembro daquele ano a Polícia Civil deflagrou a Operação Sodoma. Desde então, Silval permanece preso no Centro de Custódia da Capital (CCC).

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