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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

MP pede arquivamento de ação sobre grampos ilegais no Estado e OAB reage contra

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O procurador-geral de Justiça Mauro Curvo pediu o arquivamento no Tribunal de Justiça da noticia-crime apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitando a investigação do suposto esquema de escutas ilegais operado por um núcleo da Polícia Militar a mando do primeiro escalão do Governo Pedro Taques (PSDB). Curvo pediu ainda a exclusão da OAB como parte na causa e quer que seja decretado segredo de Justiça em todo o caso.

A OAB-MT, por sua vez, reagiu contra a postura do chefe do Ministério Público (MP). O presidente da OAB, Leonardo Campos,  protocolou nesta sexta-feira (7) um pedido para que a deliberação sobre o arquivamento seja avaliado pelo plenário do Tribunal de Justiça.

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Em junho, a OAB apresentou uma noticia-crime e o desembargador do TJ, Orlando Perri, determinou à Procuradoria-Geral que fizesse a investigação do caso no âmbito do Ministério Público, por suspeita de participação de membros do MPE no esquema de escutas ilegais, que teria ocorrido na modalidade "barriga de aluguel".

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Além disso, incluiu a OAB como interessada no processo, de modo a autorizar a entidade a acompanhar as investigações e requerer diligências a fim de elucidar o suposto esquema.

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Mauro Curvo apresentou o pedido de arquivamento, a exclusão da OAB como interessada, além do restabelecimento do segredo de justiça no processo, sob a alegação de que uma cópia do processo foi encaminhada à Corregedoria Geral do MPE para apreciação dos fatos no âmbito administrativo.

A Procuradoria afirmou ainda que foi instaurado no Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) um procedimento para apurar o fato no que diz respeito a eventual responsabilidade de promotores de Justiça.

O caso dos grampos só veio à tona após denúncia do promotor Mauro Zaque, em matéria nacional. Existem suspeitas de que mais de mil pessoas possam ter sido grampeadas ilegalmente, entre políticos, magistrados, médicos, empresários e jornalistas.

O episódio já culminou na prisão do ex-comandante da PM, o coronel Zaqueu Barbosa, do secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, de seu adjunto, coronel Ronelson Barros, além de outros quatro militares por suposta participação nos grampos.

OAB recorre – Na tarde desta sexta-feira, a OAB informou que já protocolou o pedido para que a deliberação sobre o assunto seja feita no plenário do TJ e que a entidade permaneça como parte interessada no processo.

“O MP é uma instituição reconhecida pelo seu trabalho. Temos confiança no trabalho desempenhado pelo procurador Mauro Curvo; por isso, não vemos motivos para impedir o devido acompanhamento de assunto tão importante”, disse o presidente da OAB, Leonardo Campos.

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