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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Ministro José Dirceu teria acertado saída do governo

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O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, acertou na noite de segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu retorno à Câmara dos Deputados, para assumir a liderança do governo. Dirceu acrescentou para uma fonte da Reuters no Palácio do Planalto que sua saída deve ser acompanhada de outras mudanças, envolvendo ministros do PT e do PMDB.

Para marcar a data da decisão, o presidente Lula aguarda apenas uma avaliação do teor e dos desdobramentos do depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) ao Conselho de Ética da Câmara, que está ocorrendo neste momento.

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“Estou aguardando as determinações do presidente para fazer o que for melhor para o governo, como sempre”, disse Dirceu à Reuters.

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O ministro relatou a poucos colegas de governo as três conversas que teve com Lula, na sexta-feira, no domingo e segunda-feira. Partiram desse ministros manifestações, públicas e reservadas, contra a transferência, o que pode levar o presidente a uma reavaliação, que o próprio Dirceu considera pouco provável.

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Um desses relatos, feito no início da tarde, foi transmitido à Reuters, com o compromisso de que não fosse identificada a fonte. De acordo com esse relato, Lula considera que Dirceu pode ser mais últil ao governo comandando, do Congresso, a articulação da base política.

Nessa posição, Dirceu terá de coordenar um acordo mais consistente com o PMDB, o maior e o mais dividido de todos os partidos aliados. O acordo envolverá necessariamente a indicação de novos ministros do PMDB.

Dirceu disse a Lula que está disposto a retornar à Câmara mesmo sem receber a liderança. Apresentou também as condições para aceitar a tarefa, entre elas a de manter sua influência sobre áreas que considera essenciais, como a Secretaria de Ação Governamental da Casa Civil, por exemplo.

A mudança ministerial mais ampla, decorrente da volta de Dirceu ao Congresso, antecipará um movimento que o presidente terá de fazer inevitavelmente em abril do ano que vem. Nada menos que 15 ministros precisarão deixar o governo, por exigência da legislação eleitoral, para disputar as eleições de 2006. Lula contou a Dirceu estar avaliando a sugestão de pedir os cargos de todos os ministros que têm mandato legislativo, mas esse critério não cobriria todo o espectro de mudanças que ele deseja fazer, segundo uma fonte do Palácio do Planalto. Dirceu já informou os principais integrantes de sua equipe sobre a nova situação.

Para o lugar do ministro, na Casa Civil, um dos nomes cogitados é o do governador do Acre, o petista Jorge Viana, que enfrenta vetos do PT de São Paulo. Lula estuda pelo menos um outro nome, ligado ao PT, para o cargo.

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