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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Mauro Savi diz que cobrança do PSB para que ele e outros possam deixar o partido é absurda

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O deputado estadual Mauro Savi (PSB) afirmou que não pagará a dívida cobrada pela direção estadual do partido por conta da contribuição voluntária. A quitação do repasse, que equivale a 10% do rendimento bruto do parlamentar, é uma das condicionantes impostas pela sigla para a liberação dos políticos do grupo do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, para outros partidos.

Savi classificou a hipótese como absurda e lembrou que a contribuição não é obrigatória. Por conta disso, não poderia ser imposta. “Condicionar (a desfiliação) a uma questão dessa é absurdo. Esse pagamento é opcional. Todos os partidos em que participei era opcional. Quando era dirigente do PR era opcional”.

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O parlamentar explicou que a prática é comum na maioria das siglas, mas que isso passa por um acordo de cavalheiros e aconselhou o desafeto e atual presidente estadual do PSB, o deputado federal Valtenir Pereira, a buscar os recursos na Justiça. “Isso é opcional, um acordo de cavalheiros praticado em quase todos os partidos para manter a estrutura. Ele chegou agora e botou isso na cabeça. Que ele que tome o dinheiro onde tomou o partido, na Justiça”.

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A cobrança das contribuições voluntárias é mais um episódio da guerra interna no PSB, deflagrada com a destituição do deputado federal Fábio Garcia (sem partido) do comando estadual da sigla, depois da votação da Reforma Trabalhista, na Câmara Federal. Estima-se que a dívida gerada por todos os quatro deputados estaduais com a contribuição é de R$ 230 mil. Além de Savi, foram eleitos deputados pelo PSB o atual presidente do Legislativo, Eduardo Botelho, o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, e Oscar Bezerra.

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