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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Mauro defende que auxílio respeite proporção das perdas com ICMS e ISS

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O governador Mauro Mendes defendeu, ontem à noite, em entrevista ao canal Globo News, que a proposta federal de ajuda aos estados e municípios tenha como critério a proporção das perdas dos estados com o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

O pacote de ajuda deve ser votado ainda hoje pelo Senado Federal. A proposta original prevê a divisão de R$ 60 bilhões aos estados, tendo como critério a taxa de incidência do coronavírus e o volume da população, e não as perdas financeiras dos estados com a pandemia.

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Para Mendes, o critério a ser aprovado deve levar em conta o “bom senso” e respeitar a proporção daquilo que os Estados e municípios estão perdendo em arrecadação, de forma a não haver privilégios para nenhuma região em detrimento de outra.

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“Esse auxílio do Governo Federal precisa ser efetivado nos próximos dias para que os demais trâmites legais possam acontecer. Tem que respeitar a proporção daquilo que representa o ICMS para os Estados, distribuído também para os municípios, e o ISS. Então é 67% de perda no ICMS e 33% no ISS”.

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“Dividir dinheiro não é uma tarefa fácil, pois todo mundo quer criar um critério que fique bom para o seu Estado, isso é legítimo, mas é muito mais legítimo, nesse momento, todos terem bom senso para que essa divisão garanta que os estados continuem prestando serviços na segurança pública e em todas as despesas que a Saúde está demandando para combater o coronavírus”, afirmou o governador, durante o J10, apresentado pelo jornalista Heraldo Pereira.

Conforme o governador, desde o início de 2019 a gestão fez um amplo trabalho para reequilibrar as finanças públicas do Estado. Tanto que, pela primeira vez nos últimos quatro anos, o Estado voltou a fechar com as contas no azul no final do ano passado.

“Quando assumimos o Governo, tínhamos 13º atrasado, salário atrasado e uma dívida muito grande com fornecedores. Fizemos um profundo ajuste fiscal no Estado, duro, tivemos grandes problemas ao longo de 2019, mas graças a Deus e muito trabalho, chegamos ao final do ano com as nossas contas em dia, com o salário em dia. Iniciamos o ano muito bem, com a arrecadação 20% acima do que havíamos performando no primeiro trimestre de 2019”, relatou.

Mendes registrou que já em abril, por conta da pandemia, o Estado teve perda de 18% na arrecadação e a previsão é que a perda seja ainda maior em maio: de 25% a 30%.

“Por isso esse auxílio do governo Federal precisa ser efetivado nos próximos dias para que os demais trâmites legais possam acontecer e possamos continuar mantendo as contas em dia, especialmente os serviços essenciais na Segurança e na Saúde”, completou.

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