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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Mauro assina memorando para Bolívia fornecer energia e potássio a Mato Grosso

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, assinou memorando de entendimento entre o Estado e o Ministério de Energia da Bolívia, com o objetivo de viabilizar estudos de fornecimento de energia elétrica e cloreto de potássio pelo País vizinho, esta manhã. Os estudos, de acordo com o ministro boliviano, Rafael Alarcón Orihuela, devem ser concluídos em nove meses. “Hoje estamos começando a colher bons frutos para a segurança energética do nosso Estado. Vamos alinhar diretrizes para o desenvolvimento comum de Mato Grosso e da Bolívia, criando interesses que nos aproximam. E continuaremos trabalhando e cooperando para o crescimento de ambos”, enfatizou Mendes.

O ministro Orihuela agradeceu a confiança do Governo do Estado e falou que trabalha para melhorar os laços de integração entre Bolívia e Mato Grosso. “Temos a esperança de que em pouco tempo poderemos assinar acordos comerciais que permitam o fornecimento da energia e de fertilizantes para uma das zonas produtoras mais importantes das Américas”, afirmou.

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“Com estes investimentos teremos mais segurança e mais oportunidades para a região Oeste de Mato Grosso, dentro do plano do Governo do Estado que é desenvolver todas as regiões, oferecendo emprego e renda para seus moradores”, disse César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.

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O memorando prevê estudo e definição das condições de fornecimento de eletricidade por meio de implementação de uma usina termoelétrica a gás natural em San Matías, na Bolívia, de aproximadamente 90 MW e o transporte da energia elétrica gerada para o ponto de entrega mais conveniente – Cáceres ou Jauru, em Mato Grosso.

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Em relação ao fornecimento de cloreto de potássio, o estudo prevê a verificação das condições logísticas, quantidades e condições de exportação da planta industrial boliviana, localizada em Potosí. O cloreto de potássio é altamente utilizado na agricultura e as partes concordaram em promover ações para que esta comercialização seja possível no Brasil.

Em 15 dias, um grupo de trabalho será formado por técnicos do Governo do Estado e do governo boliviano para analisar as melhores condições e mecanismos para o fornecimento deste fertilizante.

Hoje à tarde, a comitiva do Governo do Estado e deputados estaduais visitam a planta da indústria de cloreto de potássio em Uyuni, que fornece os minérios bolivianos extraídos do salar e é o maior deserto de sal do mundo.

O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), os deputados Janaína Riva (MDB), Ondanir Bortolini (Nininho) (PSD), Paulo Araújo (PP) e Max Russi (PSB) participam da comitiva na Bolívia, assim como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

 

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