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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Manifestantes participam de ato contra Cunha e impeachment

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Cerca de 4 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram de uma manifestação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje (13), em Brasília. Os integrantes da Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos, se concentraram em frente ao Museu da República e seguiram em passeata pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional.

Ao passar em frente ao acampamento dos manifestantes que pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, houve provocações, mas nenhum confronto entre os dois grupos. Um cordão policial foi montado no local para evitar incidentes entre os grupos.

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No ato pela saída de Cunha, havia representantes da Central Única dos Trabalhadores (Cut), Federação Única dos Petroleiros (Fup), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e estudantes secundaristas que participam do Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), no Parque da Cidade.

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Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, os movimentos sociais se juntaram para “impedir que a democracia seja colocada em risco” no país. “Estamos nos unificando para impedir que prospere essa pauta conservadora que gira em torno do Congresso Nacional”, disse Freitas.

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Guilherme Barbosa, militante do movimento estudantil secundarista de Tocantins defende uma saída “progressista” da crise. “É preciso que haja uma mudança dentro do Congresso Nacional para barrar o retrocesso que temos hoje”, afirmou.

A estudante Natali Eleide, de Santa Catarina, destaca como principais reivindicações as lutas contra a redução da maioridade penal e por mais educação, além da saída do presidente da Câmara. “Ele é o inimigo número um das mulheres, com projetos que vão contra nossos direitos e que reafirmam a cultura de estupro já existente na sociedade”.

Para a estudante, o que está colocado hoje, na sociedade, é uma "agenda conservadora da direita". “Não podemos permitir que nenhum direito seja perdido. Estamos vindo pra rua para lutar contra os retrocessos, contra a redução da maioridade penal, por mais educação e pelo Fora Cunha também”.

 “Que a gente possa encontrar outros métodos, outras saídas para a gente poder fazer o Brasil voltar a crescer. A juventude quer fazer parte desse progresso e dessa construção também”, disse Gabriel Bernardes, representante da Uges (União Goiana dos Estudantes Secundaristas), Gabriel Bernardes.

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