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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Maggi será ouvido como testemunha no processo do “escândalo dos maquinários”

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O senador Blairo Maggi (PR) será ouvido pela Justiça no processo que apura o superfaturamento de R$ 44 milhões no caso que ficou conhecido como ‘Escândalo do Maquinário’. Inocentado na esfera federal, o republicano presta depoimento no dia 26 na condição de testemunha de defesa da ação, que conta atualmente com 12 réus, sendo um ex-secretário, um ex-servidor e empresários responsáveis pela venda de caminhões e máquinas para o governo no programa ‘MT 100% Equipado’.

A ação apura a denúncia de superfaturamento na compra de máquinas feita pelo governo do Estado, em 2009, quando Maggi era governador e entregues em 2010 para diversas prefeituras de Mato Grosso. Como possui prerrogativa de foro por ser senador, o republicano protocolou o pedido de agendamento da oitiva, que foi deferido pela juíza Selma Rosane dos Santos Arruda, responsável pela ação.

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Blairo chegou a ser julgado pelo caso, ao lado do ex-secretário Eder Moraes. Em março do ano passado, o ex-juiz Julier Sebastião da Silva considerou improcedentes as denúncias contra eles. Na mesma decisão, o magistrado, que dias depois pediu exoneração para ingressar na carreira política, condenou os ex-secretários de Estado de Administração, Geraldo De Vito, e o de Infraestrutura, Vilceu Marchetti por atos de improbidade administrativa. Eles teriam que devolver R$ 44 milhões aos cofres do Estado, valor apontado como total do superfaturamento, arcar com multa de R$ 10 mil cada, além de ficar com os direitos políticos suspensos por 5 anos.

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Dias depois, por conta da absolvição, o Ministério Público Estadual (MPE) decidiu oferecer nova denúncia contra Blairo e Eder. O processo foi arquivado pela juíza Célia Regina Vidotti, que alegou não existir nenhum fato novo em relação ao processo que já havia sido julgado por Julier.

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Marchetti também acabou excluído do processo na esfera estadual. Isso porque ele foi morto, a tiros, em julho do ano passado, na fazenda Mar Azul, a 40 quilômetros do Distrito de Mimoso, município de Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul da Capital), região conhecida como Capoerinha. Segundo a Polícia Militar, ele levou dois tiros na cabeça e não resistiu aos ferimentos, morrendo antes da chegada do socorro.

Por enquanto, permanece indefinida a situação do empresário Pérsio Briante. Ele teria feito um acordo de delação premiada, que não foi homologado pela Justiça, e em depoimento confirmou a existência de um esquema na aquisição das mais de 700 máquinas. O empresário ainda pode se tornar réu.

Na última audiência do caso, realizada na última quarta-feira (3), o auditor Emerson Hideki Hayashida admitiu que os dados que apontaram superfaturamento no programa foram calculados, com base em valores incorretos.

De acordo com um dos advogados dos réus no processo, o cálculo feito pela equipe de auditores, que atestou o superfaturamento, tratou como preço bruto dos veículos os valores apresentados, não levando em consideração o fato de que eles já estavam com o desconto relativo ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ainda que haja o erro no relatório, o testemunho de Briante, além de outras provas, ainda sustentam a acusação de fraudes no processo de aquisição dos equipamentos.

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