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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Lula diz que está de volta à política como "lobista número 1 das causas sociais"

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva pretende ter uma participação mais ativa na política nacional. "Vou voltar a andar por este país. Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez," disse ele, ao discursar hoje (15) durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Lula destacou que chegou ao fim o período de afastamento voluntário do cenário político que ajudou na consolidação da presidenta Dilma Rousseff à frente do comando do país. "Eu disse, no início do ano, que ia entrar em um processo de desencarnação, para poder permitir a encarnação da presidenta Dilma."

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O ex-presidente adiantou que as suas ações serão voltadas à busca de soluções para os problemas sociais. "Embora não seja mais presidente, sou cidadão brasileiro. Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência] e com a presidenta Dilma Rousseff para que a gente possa resolver isso", disse, enquanto caminhava na beirada do palco, cumprimentando os sindicalistas que se esforçavam para fotografá-lo.

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Ao falar sobre o seu governo, Lula voltou a usar um de seus bordões mais famosos. "Nunca antes na história deste país houve um presidente que tratou os trabalhadores com o respeito que eu tratei, que recebeu as centrais sindicais a quantidade de vezes que eu recebi." Segundo ele, somente os sindicatos "muito pelegos" não conseguiram aumentos reais de salário para as categorias que defendem.

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Ele também destacou as políticas voltadas especialmente às populações menos favorecidas como uma marca de seu governo. Lula se autodenominou o "presidente de todos", mas com um "olhar meio vesgo para os pobres". Isso, assinalou, é resultado de sua origem humilde. "É muito importante que você tenha compromisso e não esqueça da onde você veio, para onde você vai voltar e de que lado você está."

Para ele, as parcelas mais abastadas da sociedade não compreendem a importância dos programas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família. "Os ricos não sabem o que significa R$ 100 na mão de uma mulher pobre."

Lula voltou a culpar as economias mais desenvolvidas pela crise financeira internacional que ainda prejudica países como Espanha e Grécia. "A gente não pode permitir que a crise dos outros venha causar prejuízos ao nosso país. Por isso, a presidenta Dilma está preocupada em fazer uma política industrial para que gente possa tornar as empresas brasileiras mais competitivas."

 

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