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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Lula amplia reforma e PMDB deve ganhar mais um ministério

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Antes de tomar posse nesta terça-feira, às 16h, a nova ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, terá uma série de reuniões no Ministério de Minas e Energia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem o nome de Dilma para substituir José Dirceu, conforme antecipou Kennedy Alencar na última sexta. Lula deve ainda ampliar a reforma ministerial.

Dilma vai se reunir hoje com o ministro interino Maurício Tolmasquim, conversar com secretários e assessores do ministério e presidirá, pela última vez, a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

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Tolmasquim, que preside EPE (Empresa de Pesquisa Energética), empresa responsável pelo planejamento do setor elétrico, disse que foi convidado ontem a assumir o ministério interinamente e que, enquanto permanecer no cargo, dará continuidade ao trabalho que vinha sendo feito por Dilma.

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Ele disse que receberia da ministra hoje as instruções sobre o comando da pasta. Durante o reunião do comitê, que contará com a participação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), será feita uma avaliação do acidente com duas linhas de transmissão de furnas que transportam energia de Itaipu.

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As linhas que caíram na semana passada não chegaram a provocar queda no fornecimento de energia, mas levaram o ONS a adotar procedimentos de emergência para garantir a segurança do sistema elétrico.

Reforma

O tamanho da reforma ministerial dependerá do sucesso ou fracasso de um acordo com o PMDB e com o PP. O presidente estuda oferecer mais duas pastas aos peemedebistas, que já têm duas, e uma posição de primeiro escalão aos pepistas.

A intenção de Lula é dobrar o atual espaço do PMDB. O partido já tem as pastas da Previdência, chefiada por Romero Jucá (RR), e das Comunicações, dirigida pelo deputado Eunício Oliveira (CE). Ambos são da ala governista.

Se vingar a idéia de oferecer pastas ao PMDB, Lula pretende incluir a das Minas e Energia na negociação. Um possível substituto para a ministra seria o atual presidente da Eletrobrás, Silas Rondeau.

Ligado ao senador José Sarney, o presidente da Eletrobrás, mesmo sem filiação ao PMDB, seria uma solução ao mesmo tempo técnica e política para o cargo.

Lula ainda mantém a dúvida sobre a conveniência de acabar com a pasta da Coordenação Política, hoje nas mãos de Aldo Rebelo (PC do B), que também deverá retornar à Câmara.

Os petistas mais cotados para substituir Aldo se sua pasta for mantida são o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (SP) e Jaques Wagner (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).

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