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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Leitão é escolhido presidente da comissão que pretender mudar lei para definir terras indígenas

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A Câmara dos Deputados instalou, esta tarde, a Comissão Especial destinada apreciar e proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição -PEC 215- que trata sobre demarcações de terras indígenas. O deputado Nilson Leitão (PSDB) assume a presidência, o deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP) é o 1° vice-presidente, Bilac Pinto (PR/MG) como 2° vice-presidente e Luiz Nishimori (PR/PR) como 3° vice. O presidente marcou a primeira reunião deliberativa para o próximo dia 24.

Mesmo com o intenso debate em torno da proposta, ano passado a Comissão Especial foi arquivada devido ao fim da legislatura e, por falta de tempo hábil, o relatório final não chegou a ser apreciado. Com o desarquivamento assinado pela presidência da Câmara, a Comissão retoma seus trabalhos com o mesmo objetivo – buscar um consenso diante da situação que tem causado diversos conflitos no país. “Vamos tratar a comissão de forma equilibrada, democrática, ouvindo todos os lados, mas colocando na mesa a verdade sobre o Brasil. Não está bom do jeito que está e precisamos debater o assunto”, disse Leitão, através da assessoria

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A comissão tem como finalidade debater as questões indígenas e proferir parecer para que a proposta siga ao plenário para votação. Caso seja aprovada, passa a ser competência exclusiva do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas, regulamentando por lei os critérios e os procedimentos.

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Lideranças agrícolas e políticas aponta que, durante os últimos anos, o Brasil tem vivido uma "constante insegurança" devido às demarcações de terras promovidas pelos órgãos do governo. Atualmente, possui mais de 81 áreas que passam pelo processo de análise o que soma um total de 4,7 milhões de hectares, sendo que, 476 terras já foram homologadas totalizando 105,1 milhões de hectares, quase um oitavo do território Brasileiro.

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 “Há conflitos, mortes no campo de produtores e índios, o que significa que o atual modelo de legislação que está sendo usado para as demarcações não é bom. O que nós queremos fazer é discutir esse modelo para que possamos aprimorá-lo, melhorar para fazer com que o índio e o produtor se sintam seguros em todos os sentidos. Essa PEC vai dar a oportunidade para o Brasil conhecer de fato qual a realidade do índio brasileiro, mas também do produtor”, defende Leitão.

 

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