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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Juíza nega oitiva de Silval em ação contra Riva e ex-deputados

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A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá marcou para 28 de abril do próximo ano, às 13h30, audiência de instrução e julgamento numa ação penal contra os ex-deputados estaduais José Riva e Hermínio Barreto, o Jota Barreto (PMDB), acusados de associação à organização criminosa, destruição de documento, fraude em licitação e ocultação de bens. No mesmo despacho, a magistrada negou a oitiva do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e determinou o desentranhamento do depoimento por ele prestado.

Silval também é réu em outra ação penal desmembrada, pelos mesmos fatos que são objeto da ação penal. Os 3 são suspeitos de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, mas não há no processo detalhe sobre os valores.

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Dessa forma, a juíza ressaltou que a oitiva de corréu na condição de testemunha, na mesma ação penal, não é possível ante a incompatibilidade entre o seu direito constitucional ao silêncio e à obrigação de dizer a verdade imposta a quem presta depoimento, nos termos do Código de Processo Penal. Assim, ela mandou retirar dos autos o depoimento que Silval já prestou em outra ocasião.

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Selma Rosane justifica ainda que mesmo na qualidade de informante, “sua oitiva seria desnecessária, tumultuária e irrelevante e poderia acarretar, para aqueles, indevida inversão na ordem processual, já que na ação penal desmembrada será ouvido em último lugar”. A magistrada também indeferiu a oitiva de Cleudes de Fátima Zuchi, arrolada pela defesa de Jota Barreto por também ser corré nos autos, cuja ação penal desmembrada tramita na 7ª Vara Criminal.

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Consta na decisão que o processo já teve a instrução iniciada e, com o fim do foro por prerrogativa de função que Riva tinha direito, o caso foi remetido para a 1ª instância (7ª Vara Criminal) para prosseguimento. Um fato curioso é que em relação a José Riva os despachos e movimentações do processo estão disponíveis enquanto o processo do ex-deputado Jota Barreto que tramita desde junho de 2011 segue protegido por “segredo de justiça”.

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