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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Juiz sofre contransgimento em operação de combate a cartel em Mato Grosso

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, encaminhará ofício à Procuradoria-Geral do Ministério Público Estadual para dar conhecimento e solicitar providências cabíveis referente ao equívoco praticado por membros do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), na abordagem do juiz de Direito Sebastião Barbosa Farias, ocorrido em Cuiabá. O pedido de providências foi feito pelo juiz que reclamou ter sido vítima de violência moral em sua própria residência.

De acordo com o juiz Sebastião Barbosa, por volta das seis da manhã da última quinta-feira (24 de abril), um tenente da polícia militar, acompanhado de um soldado, chegaram à portaria do prédio onde reside, com um mandado de prisão, à procura de um possível indiciado que moraria naquela unidade residencial e que faria parte de um grupo de empresários ligados ao ramo de combustíveis. O porteiro informou-lhes que deveria haver um engano, pois as informações não conferiam, já que o verdadeiro morador da unidade apontada era um juiz de Direito. No mandado constava o endereço, porém o nome e a foto do acusado eram outros. Conforme o juiz Sebastião Barbosa, foi informado aos policiais que ele desceria para atendê-los pessoalmente, mas, ao invés disso, subiram ao apartamento à revelia do porteiro.

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No interior do apartamento do magistrado, acompanhado de sua esposa, ele explicou aos policiais ser o primeiro morador daquele imóvel, restando impossível ter havido outro. Apesar de verificar que a foto não conferia com a figura do juiz, o tenente insistiu, solicitando documentos pessoais do magistrado para elaborar uma certidão.

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Diante dessa situação, considerada constrangedora pelo juiz, ele encaminhou pedido formal ao presidente do Tribunal de Justiça por providências institucionais para esclarecer a atuação dos referidos policiais que exibiam em suas camisetas as inscrições do Gaeco, ligado ao Ministério Público Estadual.

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Esta não é primeira vez que equívocos desta natureza alcançam membros da magistratura. Em Setembro de 2005, na Operação Quimera, o então desembargador aposentado José Vidal (falecido em dezembro de 2006), teve o edifício onde morava invadido por cinco policiais militares do Gaeco, fortemente armados, que entraram no apartamento à procura de um acusado que, na realidade, era um homônimo do desembargador.

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