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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Juiz que autorizou grampos ilegais evita comentar caso

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O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, atualmente lotado na 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, não vai comentar sobre o caso envolvendo escutas telefônicas ilegais contra políticos, empresários, jornalistas e médicos que foi denunciado em rede nacional.

Apontado como o magistrado que autorizou as interceptações contra pessoas investigadas por tráfico de drogas e na lista foram inseridos números de pessoas que nada tinham a ver com a investigação principal, Jorge Alexandre disse que qualquer posicionamento ou comentário sobre o assunto será feito pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso ou pela Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam).

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“Não quero comentar porque o procedimento está em segredo de justiça”, disse o magistrado em referência ao procedimento sigiloso determinado pelo presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos Ribeiro.

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Na época da autorização das escutas, em 2014, Jorge Alexandre estava lotado na Comarca de Cáceres e teria atendido a um pedido feito pela Polícia Militar. Questionado sobre o teor da decisão ele também não quis se manifestar. “Como que vou lembrar se trabalho com um monte de processos”.

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A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, corregedora-geral de Justiça do Estado, já solicitou informações dos juízes que atuam nas varas criminais de Mato Grosso e apreciaram pedidos de interceptação telefônica. Eles terão prazo de 5 dias para atender a determinação da magistrada que foi motivada por causa do escândalo de escutas ilegais denunciado pelo promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque.

Consta na denúncia que o governador Pedro Taques (PSDB) foi informado sobre as escutas ilegais e nada teria feito para investigar os responsáveis. A deputada estadual Janaina Riva (PMDB), oposição ao governo de Taques foi uma das pessoas grampeadas e agora quer uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar o esquema de escutas clandestinas a fim de descobrir qual era a finalidade e a mando de quem.

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