Jayme Campos e Taques assinam CPI da Petrobras
Os senadores mato-grossenses Jayme Campos (DEM) e Pedro Taques (PDT) assinaram o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras no Senado. Com o apoio de cinco parlamentares independentes e três da base aliada, foram 27 votos a favor da CPI, o mínimo necessário. A oposição, porém, conta com mais dois votos de senadores que estão fora de Brasília. A adesão do PSB, do presidenciável Eduardo Campos, foi decisiva para virar o jogo a favor da oposição. No fim do dia, o líder do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF), anunciou que sua bancada de quatro senadores havia fechado o apoio à CPI.
De acordo com o Globo, o governo trabalhou forte para evitar a CPI, marcando para os dias 8 e 15 de abril a ida ao Senado da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para prestar esclarecimentos sobre a compra da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos, e demais denúncias envolvendo a estatal. Com isso, o Palácio do Planalto esperava evitar a criação da CPI no ano eleitoral.
Os senadores Pedro Taques, Randolfe Rodrigues e Ana Amélia (PP-RS) destacaram a representação apresentada por eles e outros parlamentares à PGR para apuração da conduta do Conselho de Administração da Petrobras no caso da refinaria de Pasadena.

Taques rebateu críticas de que os senadores estariam "se apequenando" ao propor as investigações.
"Apequenando são as ações que estão fazendo em relação à Petrobras, que, aliás, tem se apequenado, e muito. A atribuição do Ministério Público é uma atribuição constitucional, que não tem nada a ver com a atribuição de uma CPI ou as atribuições de outras instituições. Eu não aceito polícia política no meu mandato", afirmou.







