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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Inquérito investiga suposta irregularidade eleitoral de Mauro Mendes

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Será encaminhado na segunda-feira (29) ao procurador regional eleitoral, Thiago Lemos de Andrade, o inquérito policial que aponta indícios de crimes eleitorais em Lucas do Rio Verde supostamente em benefício da candidatura ao governo do Estado do empresário Mauro Mendes (PSB) e Márcio Pandolfi (PDT) a deputado estadual. Ambos foram derrotados nas urnas.

Caberá ao Ministério Público Eleitoral (MPE) avaliar toda o material para decidir se oferece ou não denúncia a Justiça Eleitoral. Uma eventual condenação implica em pagamento de multa e até cassação dos direitos políticos, o que pode se estender po oito anos desde que seja em órgão colegiado conforme prevê a lei da Ficha Limpa. A investigação exigiu dois meses com os últimos depoimentos se encerrando nesta semana.

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Neste período foram analisados documentos contábeis, notas fiscais, requisição de serviços, dados do circuito interno de segurança, relatórios contendo placas de veículos e outros documentos. Todos estes materiais foram apreendidos com aval da Justiça Eleitoral após o recebimento de uma denúncia anônima feita na Ouvidoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT).

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O delegado Marcelo Martins indiciou três envolvidos por formação de quadrilha e cinco por corrupção passiva e ativa. Todos foram presos em flagrante distribuindo tíquetes de combustíveis aos motoristas que estavam localizados em um posto de gasolina e devidamente cadastrados em anotações. Somadas, a pena pode pode ser superior a 10 anos de reclusão.

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Há suspeitas de que o posto de combustível seja de propriedade da família de Joci Piccini, presidente do PSB de Lucas do Rio Verde, vice-prefeito do município e cunhado do candidato derrotado a deputado federal Neri Geller (PP). Ele é um dos condenados pela Justiça Federal a 19 anos e oito meses de reclusão mais pagamento de multa pela suposta participação no desvio de dinheiro da Cooperativa de Lucas do Rio Verde (Cooperlucas).

Em Arenápolis, município no qual foi detido o deputado federal eleito Ságuas Moraes (PT) e mais 25 pessoas pela suspeita de crime eleitoral, as investigações já foram concluídas e remetidas a Procuradoria Regional Eleitoral a quem cabe analisá-lo e decidir de oferece ou não denúncia à Justiça.

O petista foi encaminhado a delegacia ao lado da correligionária Elma de Oliveira, secretaria de Educação do município e vereadora do município Noêmia Maria de Souza.

O grupo foi detido porque no ato político foi realizado um almoço aos eleitores, o que é proibido pela legislação eleitoral.

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