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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Índios de Mato Grosso cobram de Funai demarcação de terras

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Uma comissão de 42 líderes indígenas de sete etnias de Mato Grosso se reúne na próxima quarta-feira, com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, em Brasília. Eles representam os índios das etnias kayabi; miky e manoki; rikbatsa; irantxa; kawahiva; cinta-larga e enawene nawe que bloquearam na semana passada a ponte do rio Juruena, entre Juína e Brasnorte (Noroeste de Cuiabá), para protestar contra o Governo Federal.

O encontro em Brasília, que motivou a suspensão do bloqueio da ponte, foi marcado após a intervenção de uma comissão composta por representantes do Governo do Estado e da Funai de Cuiabá. Eles estiveram no local do protesto, no sábado, para negociar com líderes indígenas. Já havia uma determinação judicial para o desbloqueio da rodovia.

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O bloqueio começou na madrugada de quinta-feira e terminou no sábado. Pelo menos seis cidades ficaram praticamente isoladas neste período. O acesso aos municípios de Juína, Castanheira, Juruena, Colniza, Cotriguaçu e Rondolândia só estava sendo possível por estradas secundárias. O acesso principal, pela MT – 170 estava bloqueado.

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Os índios querem a demarcação de territórios, aplicação de recursos em áreas indígenas e realização de estudos de impacto ambiental referente a rodovias que passam por reservas. Os índios também pedem que seja proibida a implantação de 11 pequenas hidrelétricas no Alto Juruena, chamadas de PCH.

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Pelo Governo do Estado fizeram parte da negociação em Juína, os secretários João Malheiros (Casa Civil), Luís Henrique Daldegan (Meio Ambiente), coronel PM Orestes de Oliveira (Casa Militar), e o superintendente dos Assuntos indígenas, Rômulo Vandoni. Da Funai, foi o administrador regional da Funai em Cuiabá, Edmilson Franco.

Para o secretário-chefe da Casa Civil, João Malheiros, a comissão cumpriu sua função e conseguiu solucionar de forma pacífica e respeitosa. Ele destacou que as reivindicações dos povos indígenas são antigas. “Os índios renovam a demanda de muitos anos pela criação de um grupo de trabalho da Funai, para periciar a região da micro-bacia do rio Preto e confirmar ou refutar sua caracterização como Terra Indígena. Essa reivindicação já está colocada há pelo menos dez anos para o órgão federal e nenhuma ação efetiva foi tomada”, comentou Malheiros.

O secretário informou ainda que há pelo menos um mês os líderes indígenas enviaram uma carta para a presidência da Funai falando sobre as pendências fundiárias e nenhuma resposta foi dada.

Segundo Rômulo Vandoni, superintendente dos Assuntos Indígenas, o Governo do Estado intermediou a negociação com os índios, apesar das reivindicações serem da esfera federal pelo relacionamento de confiança com os povos indígenas. “Fomos ao local e buscamos solucionar pacificamente a questão principalmente pela confiança que eles depositavam no governo estadual”, afirmou Vandoni.

Uma comissão do Governo do Estado vai acompanhar a reunião em Brasília.

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