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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Gravações de acordos de empreiteiros em MT são ilegais, decide TRF

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O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Olindo Menezes, não aceitou o recurso especial apresentado pelo Ministério Público na tentativa de tornar válidas as escutas telefônicas da operação Pacenas. Elas são as principais provas do processo e foram anuladas após suspeitas de fraude em licitações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá e Várzea Grande. Com o pedido não foi admitido pelo magistrado, nem será apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O desembargador federal não admitiu o recurso especial nessa segunda-feira (26). Em despacho de 3 páginas, ele alega que não estão presentes dois requisitos necessários para o pedido: o prequestionamento perante a 3ª Turma do TRF e a comprovação da alegada divergência jurisprudencial.

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Essa é mais um derrota do MPF, já que a 3ª Turma do Tribunal também havia negado seguimento aos embargados de declaração opostos contra a decisão que anulou as escutas. Existe apenas a possibilidade que já vem sendo estudada pelo Ministério Público em Brasília para apresentação de um agravo de instrumento.

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As escutas da operação Pacenas, deflagrada em agosto do ano passado, são as principais provas do processo. Elas foram anuladas porque a decisão do juiz federal Julier Sebastião da Silva autorizando os “grampos” não teria sido devidamente fundamentada e teriam se estendido além dos 15 dias permitidos, chegando a 8 meses.

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Avaliação – O advogado Ulisses Rabaneda, responsável pela defesa do ex-procurador-geral de Cuiabá, José Rosa, afirma que as repetidas decisões judiciais confirmam a nulidade das provas. “Apesar dessa insistência do Ministério Público, tudo isso nos deixa a certeza que a decisão do Tribunal jamais vai ser cassada”, afirma.

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