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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Governo reduzirá 30% dos cargos comissionados em Mato Grosso

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O governo do Estado cortará 30% do total de 6,5 mil cargos comissionados. A medida atingirá a maioria das 24 secretarias de Estado e Gabinetes que compõe o primeiro escalão. O número de pastas não sofrerá revisão. As mudanças devem se ater, nessa fase, à revisão de nomenclaturas e a promoção de alterações de cunho gerencial, visando a garantia de avanços sobre a qualidade da prestação dos serviços. Esses são os principais pontos expostos na Reforma Administrativa, a ser finalizada pelo governador Pedro Taques (PDT) neste fim de semana, ao lado de secretários como o chefe da Casa Civil, advogado Paulo Taques.

O montante a ser economizado com a redução do número de servidores ocupantes de cargos comissionados ainda passa por estudos. Paulo Taques se reuniu com o secretário de Estado de Planejamento, Marco Marrafon, ontem pela manhã, para discutir o detalhamento da matéria. Todo o trabalho respeita conceitos previstos pela Fundação Dom Cabral, além da experiência de 50 dias de gestão do Estado.

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“Vamos remanejar algumas superintendências para outros setores, porque no modelo atual não tem vínculo com a área em que estão lotadas. Esse relacionamento temático irá avançar com a proposta contida na Reforma Administrativa”, explicou o secretário.

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Os encontros entre secretários, coordenados por Paulo Taques sob acompanhamento do governador, ocorrerão até amanhã. Na segunda-feira, o assunto ainda será discutido em agenda entre representantes do governo e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB). A perspectiva é de que a matéria possa ser encaminhada ao Poder Legislativo na próxima terça-feira (24), quando ocorre a primeira sessão ordinária para retomada das atividades parlamentares.

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“A reforma não significa apenas um enxugamento de gastos na máquina pública. Tão importante quanto essa iniciativa é que as ações de governo irão chegar mais rápido ao cidadão, com mais agilidade para atendimento da população”, assinalou Paulo Taques.

Na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) a máquina pública contava com aproximadamente 6,5 mil cargos comissionados. Deste grupo, cerca de 4,3 mil cargos eram ocupados por servidores de carreira, em funções de confiança (gerências por exemplo). Assim, o número de servidores ocupantes de cargos exclusivamente comissionados somava 2,1 mil. Outros 28 mil servidores desempenhavam serviços junto ao governo, com contratos terceirizados ou diretamente com a administração pública, sendo a maioria na área da educação.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2015, estima gastos com folha de pagamento de servidores de aproximadamente R$ 8 milhões entre todos os Poderes Constituídos. Taques espera economia nos cofres públicos para ampliar a margem de investimentos em áreas prioritárias, caso da saúde.

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