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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Governo propõe repactuação de acordo para repasse do duodécimo aos Poderes

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O governador Pedro Taques recebeu os presidentes da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho; do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos Ribeiro; do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antônio Joaquim; e o Ministério Público (MPE), Paulo Prado. Na ocasião, foram apresentados dados econômicos do Estado e uma proposta para repactuar o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado pelo governo e o Ministério Público, em 2016. O objetivo é estabelecer novos prazos para efetuar o pagamento restante da quarta parcela do duodécimo de julho e agosto do ano passado.

Ainda sem firmar novo acordo, já foi repassado o valor de R$ 93,730 milhões aos demais Poderes, o que representa 32% dos R$ 278,550 milhões da quarta parcela de julho e agosto de 2016. O chamado duodécimo é o recurso destinado pelo Poder Executivo para as despesas das instituições públicas.

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O intuito do Executivo é fazer o repasse dos 68% restantes em oito parcelas, a partir de abril de 2017. Conforme o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o valor devido aos poderes representa em torno de R$ 160 milhões, e até o final desta semana deve haver um consenso para a pactuação do repasse financeiro.

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“O principal é este espírito republicano e de parceria que o Ministério Público, o Tribunal de Contas, e a Assembleia Legislativa têm mostrado ao longo desses dois anos, para que possamos atravessar esse momento difícil", avalia Paulo Taques.

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Um estudo será feito pela equipe técnica do Governo, liderada pelo secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Oliveira, e pelo secretário de Estado de Planejamento, Guilherme Müller, para projetar dois cenários e apresentar o resultado na próxima reunião que tratará do tema. "Explicitamos aos chefes dos Poderes o quanto os meses de janeiro e fevereiro são ruins para a arrecadação, e isso já vem desde sempre. Eles entenderam isso perfeitamente", ressalta o chefe da Casa Civil.

O objetivo da repactuação é manter sem atraso o duodécimo este ano, conforme destaca o presidente do Ministério Público, Paulo Prado. A proposta feita pelas instituições aponta o pagamento de 18% desse montante até abril e, a partir de maio, o repasse em oito vezes.

“Demonstramos que queremos colaborar com o Executivo, todos nós estamos preocupados com o futuro do estado de Mato Grosso. Tanto o secretário Gustavo Oliveira, quanto o secretário Guilherme Muller vão se debruçar em cima dos números, e acredito que nas próximas 24 horas teremos uma reunião para fecharmos de uma vez por todas essa situação”, explica Prado.

Conforme o presidente do Ministério Público, todos os Poderes apertaram os cintos para conter gastos. Apenas o MP, por exemplo, adiou três grandes obras: a construção da promotoria de Várzea Grande, uma obra em Rondonópolis, e o anexo de Cuiabá, somando uma economia de cerca de R$ 70 milhões.

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