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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Governo propõe 7,36% de RGA aos servidores e fórum sindical recorre ao STF

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Um novo substitutivo integral ao projeto do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais com o índice de 7,36% foi apresentado pelo governo aos deputados estaduais, esta manhã. A elaboração desta nova proposta foi sugerida pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM).

De acordo com o parlamentar, o reajuste é 7,36% sendo dividido em 2% para setembro; 2,68% em janeiro 2017, com data base em setembro; 2,68% em abril com data base em janeiro de 2017.

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O restante, de 3,92%, será pago de junho a setembro de 2017 – retroagindo de abril do ano que vem condicionados na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), totalizando os 11,28%.

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Ao ser questionado sobre a RGA do ano que vem, Dilmar não soube explicar se o Executivo irá pagar. Porém, os parlamentares estão analisando a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) com previsão. "Acho que deverá haver um pacto federativo para resolver isso. E estamos trabalhando para que a RGA do ano que vem seja paga. Estamos com uma preocupação porque ninguém sabe como vai estar no ano que vem".

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Ele criticou as aprovações desordenadas das leis de carreiras, mesmo sendo um dos deputados que época, votou para a aprovação das mesmas. "Tem carreiras com aumentos superiores a RGA, na Educação, por exemplo, a classe terá reajuste até 2023. O governo está cumprindo".

O deputado justifica que foi muito pressionado pelos servidores para aprovar as reformas das leis de carreiras, os Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). "Questionei o líder do governo da época sobre os problemas financeiros que poderiam causar, foi pedido pelo amor de Deus para aprovar essas leis. As galerias eram lotadas e os servidores brigavam para que todos fossem a favor".

A nova proposta será votada na tarde desta quarta-feira. Antes o substitutivo passará pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

O presidente Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, disse que o substitutivo atual de 7,36% não será retroativo a maio de 2016. "Não iremos aceitar. Isso demonstra que o governo não quer pagar a RGA de 2017".

O sindicalista adianta que os servidores recorrerão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a lei, caso aprovada. Os servidores desde o início das negociações mantém o posicionamento da integralidade em 11,28%.

O governo do Estado pondera que, nos últimos oito anos, com exceção de 2013, os gastos com pessoal cresceram mais do que a receita em Mato Grosso. Além disso, em 2014, foram aprovadas 31 leis de carreira com aumento salarial. Em 2015, a receita do Estado cresceu 6,6%, e a despesa com pessoal subiu 15,1%.

O pagamento integral do RGA resultaria numa despesa de R$ 628 milhões. Este valor é expressivo porque a inflação do ano passado (11,28%) foi mais que o dobro da média dos últimos dez anos (5,41%). Além de Mato Grosso, somente o estado do Paraná está sendo capaz de pagar o RGA. Vários estados enfrentam problemas com os salários, alguns atrasando e outros parcelando os vencimentos dos servidores.

(Atualizada às 17:21h)

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